sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Entããão....
O ano está acabando hoje, e eu só devo agradecer a vocês! Por tudo, de verdade, obrigada (:
Aqui vai a mensagem de final de ano: 

A IDADE DE NOSSA VIDA 

Em certa ocasião alguém perguntou a Galileo Galilei:
- Quantos anos tens? 
- Oito ou dez - Respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca. E logo explicou: - Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais, como não temos mais as moedas que já gastamos. 
Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileo Galilei.
Dizemos espantados:
-Como passa o tempo!
Mas na verdade, somos nós que passamos...
O astrônomo italiano sabia que aqui estamos de passagem...
Somos peregrinos e é bom pensar na meta que nos espera...
A certeza de que nosso caminhar terreno tem um final, é o melhor recurso para valorizarmos mais a cada minuto.
Assim podemos aproveitar o que realmente temos:

O PRESENTE....

Convém desfrutar cada dia como se fosse o último.
O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.

APROVEITE O HOJE...
FELIZ 2011!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Capítulo 15

Loggan acendeu a luz. Era tudo muito velho e empoeirado. Certamente ali era o depósito. Tinha muitos livros velhos, rasgados, despedaçados. Andei um pouco e dei de cara com um livro. Um livro que me impressionou muito quando o li ano passado. Comprei-o e depois reli muitas vezes mais. Esfoliei, o cheiro de poeira era muito forte. Olhei de novo pra capa. Romeu e Julieta – Volume 1. Fiquei distraída olhando o livro e não vi onde Loggan estava.
- Loggan? Onde você está? – Nada.
- Aqui, Emm. – Ele colocou a cabeça pra fora de uma portinha escondida atrás dos livros.
Dentro da salinha tinha um baú. Era grande, marfim e estava muito sujo. Loggan pegou a chave de dentro do seu casaco e o abriu. Dentro do baú tinha muitos outros livros velhos. Tirando uns de cima dos outros, pegou um livro de capa preta, com uma pequena escrita no seu canto superior esquerdo: States.
- Você deve estar brincando – Olhei para ele – Vocês tem um livro da família? Em Mississipi?     
- Foi meu avô que escreveu. Quando ele descobriu o que estava acontecendo com a família, ele não sabia o que fazer. Então ele veio para cá, Mississipi. Então nessa biblioteca ele descobriu tudo sobre essa maldição e escreveu esse livro, nunca vou me esquecer das palavras dele há uns 200 anos atrás: “Quando vocês descobrirem o que vocês realmente são entenderão tudo. Com certeza acontecerão coisas inacreditáveis com vocês, mas deixe sua mente os guiar, que acharão a solução.”
- Então quer dizer que você não sabia disso? Quer dizer, literalmente. Você não tinha a mínima idéia desse lugar? Apenas deixou sua mente o guiar? – Pedi ofegante.
     Ele assentiu.
- Poxa Loggan, antes eu achava isso uma idiotice, e não estava totalmente disposta a te ajudar, mas depois disso, tenho certeza do eu tenho que fazer. Vamos derrotar esse cara! – Eu estava mostrando mais animação do que realmente sentia.
Ele deu um sorriso abalado, pegou o livro com uma mão e com a outra segurou a minha. Caminhamos até a saída e entramos no carro.
Enquanto Logg dirigia o carro em alta velocidade, fiquei pensando no que a minha vida tinha se tornado nesses últimos tempos. Cheguei à Nova Orleans achando que minha vida seria um tédio e não me acostumaria com o lugar. Aí conheci Mell, Garnett, Manson, Jeny, Josh e, meu namorado, Loggan. Pensei que teria uma vida como em Boston, com Anna, Lourenie e, meu ex-namorado, Bryan. Mas então descubro que Logg é um herdeiro de uma maldição, na qual ele precisa cumprir uma missão para descansar em paz e ele tem mais de 100 anos! Bom, isso me fez lembrar uma coisa.
- Loggan, o que vai acontecer quando cumprir a missão? – Senti seus olhos em mim.
- Vou ter a vida que deveria ter.
- O que você quer dizer com isso?
- Emma, eu não deveria estar aqui. Eu deveria estar enterrado! E eu não devia colocar você nessa. Eu te amo. E eu devia ter me afastado de você antes de me apaixonar. Agora você está em perigo, graças a mim! – Pude ver uma lágrima escorrendo nele. E só percebi que estava chorando também quando as lágrimas encostaram-se a minha boca.
Ignorei o que ele disse sobre eu estar nessa e disse: - Loggan, quando isso acabar você vai... – Não consegui terminar de dizer, desabei em choro.
- Sim, meu amor, vou morrer.
Aquilo fez eu chorar ainda mais. Tirei o sinto de segurança e me aconcheguei ao seu ombro. Adormeci e sonhei.
Meu sonho era confuso, mas ao mesmo tempo era muito real. Eu estava em uma floresta, e podia ouvir barulho de água, animais, sentir cheiro da terra, estava muito quente, mas o vento estava forte. Caminhei em direção do barulho da água mais ao fundo, foi então que eu vi. O que eu estava vendo era um tipo de vulto matando algum animal. Incrivelmente havia uma placa lá, escrito China. Quando me dei conta do que era aquilo, era tarde de mais para fugir. ELE veio numa velocidade inumana para perto de mim. Agi sem pensar, uni os 5 elementos e joguei contra ele, fazendo com que ele evaporasse.
Acordei suando. Eu não reconheci o lugar, estava numa cama, em uma parede tinha uma televisão de plasma, nos criados-mudos estavam minhas coisas. Pude ouvir o barulho do chuveiro.
- Loggan? – Me levantei da cama e fui até a porta do banheiro.
- Estou quase terminando.
- Preciso te contar uma coisa.
- Fale amor.
- Eu sei onde ele está.
- Quem?
- Ele, Loggan. Ele.
- Como?
Contei meu sonho para ele. Ele parecia preocupado. Depois, disse apenas uma coisa.
- Compre passagens, vamos para a China.

Capítulo 14

Acordei de súbito. Olhei em volta. Loggan não estava no carro. Olhei pela janela e o vi conversando com um cara, estávamos em um posto. 2 minutos depois ele entra no carro e da partida.
- Dormiu bem? – ele me lançou um sorriso lindo e preocupado.
- Há quanto tempo eu dormi? – Perguntei sem responder à sua pergunta.
- Umas 8 horas.
- 8 horas?! Estamos aonde afinal?
- Gulfport.
-Gulfport? Mississipi? Que merda estamos fazendo aqui?
- Um lugar poderá nos ajudar.
- Loggan! Meus pais, eu não disse que ia ficar tanto tempo fora pra eles.
- Pode ficar tranqüila quanto a isso. Olhe seu celular.
Eu havia recebido uma nova mensagem. Era de minha mãe. Dizendo que eles voltaram para Arabis a negócios, e voltariam daqui 4 dias. Ela havia pagado o restaurante para eu comer durante esse tempo e havia deixado dinheiro nas minhas coisas. Resolvi ligar para ela. No segundo toque ela atendeu.
- Filha? – Era tão bom ouvir sua voz doce e gentil.
- Oi mãe.
- Então você deve ter recebido minha mensagem, não é?
-Recebi sim. Mãe, Eu e a Jeny resolvemos ir para Mississipi numa anh – então, vi um cartaz escrito sobre um desfile que aconteceria amanhã – no Fashion Place Club, vai ser bom pra mim me distrair.
- Mississipi?!?! Quem vai levar vocês? Ah, não sei se é uma boa idéia.
- Calma mãe, os pais dela. Eles vão com freqüência para Mississipi.
- Hm, bom, não sei não.
- Ah mãe, qual é.
- Tá, ta. Tenho que desligar meu anjo. Estamos chegando. Beijos. Te amo.
- Te amo.
Eu havia me colocado em grande encrenca. Primeiro, um louco estava nos perseguindo usando os elementos. Em segundo, eu menti para minha mãe. Terceiro, eu estava em Mississipi e não sei quando iríamos voltar.
-Loggan, vai de vagar. Você sabe o que aconteceu da ultima vez que você correu tanto – Esperei, e ele não me respondeu e muito menos diminuiu a velocidade, estava com o olhar fixo para frente. – Loggan, para o carro. – Ele me olhou – Se é pra você me ignorar e ficar correndo como um maluco, prefiro mesmo sair daqui.
- Você sabe muito bem que a causa do acidente não foi a ver com trânsito, não é?
- Sei, mas se você tivesse andando mais devagar, talvez teria visto a porra de... sei lá o que.
            -Aquilo foi o primeiro ataque. Não entende? – Ele estava diminuindo a velocidade. – Ele jogou um elemento contra nós sem nos ver. Apenas pela sua mente.
            - Que elemento foi aquele?
- Provavelmente fogo. Considerando que parte do meu casaco ficou chamuscada. – Olhei para ele, não estava mais usando o casaco.
- Bom, considerando que ele nos atacou só com sua mente, isso quer dizer que...
- Sim. Uma guerra mental. – Me calei. Não entendia como isso poderia acontecer. – Conheço uma biblioteca que poderá nos ajudar.
Em cerca de 20 minutos chegamos á uma casa velha e pequena, com uma placa informando: Primeira Biblioteca de Gulfpord. Entramos. Um velhinho que estava sentado ao banco atrás da mesa veio até nós com dificuldade.
- Posso ajudar? – Disse com sua voz roca.
- Na verdade vamos apenas dar uma olhada. – Ele assentiu e voltou ao seu lugar.
Loggan caminhou depressa pela biblioteca. Ela era maior do que aparentava ser. Tinha muitas estantes com vários nomes separando os livros pelas categorias. Loggan parou na categoria escrita: LENDAS. Foi deslizando seu dedo por todos os livros rapidamente, certamente procurando algum em especial, Parou no livro: VIDA APÓS A MORTE.
-Loggan, eu não tenho certeza se esse livro é o ideal nesse momento. Tem outras aqui como MISSÕES APÓS A MORTE, MALDIÇÃO DE FAMÍLIA e... – Ele pareceu não me escutar e continuou esfolheando o livro.
- Achei! – Logg tirou de dentro do livro uma pequena chave.
- O que...? – Me ignorando novamente, colocou a chave no bolso e seguiu até a mesa.
- Obrigada. – Disse ao senhorzinho deixando 5 dólares em cima da mesa. O velhinho sorriu.
Saímos do lugar e ele pegou minha mão e me puxou até os fundos da casinha. Onde tinha uma porta, ele olhou para mim e abriu-a
 - Hm, legal. – Murmurei e entrei seguindo-o.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Is it so difficult for you as for me?

Te olhar e não poder te tocar. Toda vez que te vejo, bate aquele desejo. Aquele desejo incontrolável que só você me provoca. Quero te tocar, te abraçar, te beijar. Quero esquecer do mundo e só estar ao seu lado. Quero sentir tudo o que senti como da primeira vez. Toda vez que te vejo fico me perguntando se para você é tão difícil quanto pra mim. Porque não me jogo aos seus braços e reviver aquele momento? Porque não me entrego a você? Toda vez que pego você olhando para mim, minhas pernas ficam bambas, meu coração para, querendo dizer o quando você representa para mim, e dizer que te amo de mais. Porque eu não consigo? Porque toda vez que penso em fazer isso eu penso nas conseqüências em vez de deixa-las de lado? Simplesmente porque não quero estragar tudo. Tudo o que eu consegui construir. Eu quero você, você sabe disso, mas não posso me importar apenas com você. Eu também tenho uma vida e ela tem que seguir, com ou sem você.  

domingo, 12 de dezembro de 2010

Friends, what is most important?

Amigos, amigos. Quem não precisa? Os amigos são a base de tudo, aquilo que nos sustenta, quem seríamos sem eles? Pra quem contamos todo os segredos? Quem nos dão conselhos? Quem chora com e por nós? Quem nos diverte? Quem está sempre ao seu lado? Amigos... Infeliz aquele que não os tem. São as minhas amigas que me fazem feliz. Os melhores conselhos, melhores momentos. Queria apenas poder agradecer por tudo. Elas me ensinaram que existe o amor de amigo de verdade. As vezes estamos nos sentindo maior lixo, mas já sabemos por quem procurar. Um amigo não pula de um penhasco porque você pulou, um amigo estará lá embaixo esperando para te segurar. 

sábado, 11 de dezembro de 2010

He came at the wrong time...

Há algum tempo você foi embora, eu estava te esquecendo, encontrei pessoas novas, ou melhor, uma pessoa apenas. Foi ele quem me ajudou a esquecer você enquanto eu achava que era impossível alguém te substituir. Em minha visão, você era único. E a gente combinava. Eu era novinha, tinha planos para nós, nos imaginava juntos todas as noites. Mas aí, você foi embora. Levando contigo minha felicidade. Eu chorava todas as noites, não tinha mais vontade para nada, eu até pensei estar ficando louca. Quando finalmente apareceu alguém na minha vida, e eu a amava também, você volta, e contigo todos os sonhos e momentos. Eu fico confusa, não sei mais qual eu quero. De qualquer forma nunca, jamais, de forma alguma vou tê-los junto a mim.  

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

While you worry about trivial things...

Você estava lá, se preocupando com futebol, a festa que iria fazer no sábado, com cerveja, com sua ex, tudo era mais importante. Pelo menos era o que eu achava. Quando você me via, você não fazia idéia da realidade dos meus sentimentos. Nos olhávamos. Você lançava aquele sorriso perfeito e preocupado que eu tanto amava, e aquele sonoro "oi". Naquela festa, onde eu não estava muito bem, estava meio "feliz", fui cumprimentar você e seus amigos, você me olhava de um jeito sedutor e safado. Isso acabava comigo. Você tentou me ter de novo, eu disse não, outra vez. Você não desiste, isso é incrível e admiro isso em você, a questão é que enquanto você se preocupa com coisas banais e só pensa em mim quando me ver, eu estou o tempo inteiro pensando em você, já é rotina. Não pensar em você não é meu normal. Eu te amo. 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

I just realized...

Você veio como uma raio. Rápido e certeiro. Dizendo coisas lindas, me surpreendendo. Suas palavras eram como mel para mim. Eu, inocente, quis continuar com isso. Eu estava gostando. Gostando de ter alguém me querendo. Eu, boba, me apaixonei. Você era tudo o que eu queria. Não podíamos ficar juntos, eu tinha um motivo para isso, você sabia o que era, mas mesmo assim continuou me querendo. Eu te dava um fora, você voltava. Eu estava perdidamente apaixonada. Eu fazia de tudo só para de ver. Era como se minha vida dependesse de você. Era contigo que eu sonhava todas as noites, eu tinha plano para nós dois. Eu amava você, e ainda amo.
Eu só percebi o quão importante você era pra mim quando eu percebi que nós não poderíamos ficar juntos. Ainda hoje, meu sentimento não mudou, só fortaleceu, 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Capítulo 13

Meus músculos doíam. Era como se uma manada estivesse passado em cima de mim. Abri meus olhos devagar. Estava tudo embaçado, demorou um tempo até eu ver tudo claramente. Eu estava deitada numa cama, olhei para o lado e vi um soro, mais ao fundo um sofá-cama, a televisão estava ligada em um volume baixo em um filme, podia ouvir vozes e passos do outro lado da sala. A porta se abriu e veio uma enfermeira e em seguida uma mulher que, pelo seu traje, devia ser a doutora, que atendia pelo nome de Dr. Collins.
- Ela está bem, acalme-se Sr. States. Ela está bem. Apenas desmaiou durante o acidente. O único estrago foi em seu braço direito, onde um pedaço do vidro do pára-brisa penetrou. – Continuaram conversando sem perceber que eu havia acordado.
- O que aconteceu? – Interrompi.
- Ah Emma, querida! – Loggan veio até mim e beijou minha testa.
- Vocês sofreram um acidente de caro. Bateram de frente com um veículo. – a enfermeira continuou me examinando.
- Só não entendo como você saiu ileso – A Dr. Collins estava olhando para Loggan.
- Ela também não se feriu muito, não sei como, ninguém passa desses acidentes sem nenhuma seqüela. – A enfermeira parou de me examinar.
- Bom, você poderá sair daqui logo, só vou fazer uma receita de remédios para inchaço, anestesiante e cicatrizante. – A doutora sorriu para mim e saiu seguida pela enfermeira.
A porta bateu.
- Nós não sofremos um acidente de carro, não é?
Loggan balançou a cabeça. E ficou me olhando em quanto eu fechava meus olhos e respirava tentando manter a calma.
- Os elementos se revoltaram. Foi como se outra força estivesse se apropriado deles, e usando de forma incorreta. Eu descobri isso quando eu estava indo ao mercado. O vento começou a andar contra mim, o que é muito esquisito, pois o vento anda conforme seu mestre. As árvores não estavam em sintonia com o vento, fazendo com que as folhas caíssem de forma brutal, a terra estava seca e eu não estava conseguindo usar o quinto elemento. Resolvi pesquisar. Li que quando isso acontecia era porque havia outro ser no poder com o mestre. Consegui despistá-lo fazendo um círculo com os elementos. Eles estão sobre meu comando novamente. Mas logo o outro ser tomará posse novamente. – Loggan parou de falar e respirou fundo. O que eu tinha a vê com isso, e como os elementos iam se voltar contra ele? – Logo, o ser irá se apoderar dos elementos, não sei como, e irá usá-los contra mim. Motivo? Todos querem ser o mestre dos elementos, mas nem todos sabem como, e ele finalmente descobriu. E tentará me destruir usando os elementos e, com certeza, começará me destruindo com o que eu mais amo: Você.
- E Ray? Ele já sabe disso? Ele ficará bem?
- O Ray está pesquisando e vendo o que pode fazer. Ele ficará bem, o ser vai vir atrás de você.
- Como você sabe disso?
- Eu consigo ver tudo o que ele pensa, estamos ligados de alguma forma. Consegui bloquear o quinto elemento, para que ele não chegue perto de minha mente.
- Bloquear? Você não consegue fazer isso com os outros elementos também?
- Não, o quinto elemento e bônus. Nem todos os mestres que existiram tinha acesso à ele. Eu sou o único que posso desfazê-lo.
- Você é o único mestre de todo mundo. – Não foi uma pergunta, mas ele respondeu.
- Eu e ele.
Uma hora depois a Dr. Collins me deu alta e receitou alguns remédios. Fomos até a farmácia comprar-los. Loggan continuou dirigindo o carro, mas eu não sabia onde estávamos indo. Não perguntaria também sobre isso.
- É longe?
- Muito longe.
Deitei meu banco e adormeci ao som de Bob Dylan. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Capítulo 12

Eu não sei o que estava acontecendo comigo. Eu estava virando uma idiota em relação à minha família. Meus pais desistiram de uma grande oportunidade por eu ser orgulhosa e pensar só em mim, eu e meus irmãos nunca nos viam, e quando isso acontecia só brigávamos. Eu tinha que parar de pensar só em mim. Daqui algum tempo eles serão as únicas pessoas que eu terei. Só depois de ler aquele texto do Wesley que eu percebi o quanto eles são importantes pra mim. Deitada na minha cama, percebo que tenho que dar um jeito na minha vida. Em relação a tudo. Em relação a meu ex-namorado que acha que ainda vamos ficar juntos, em relação à Loggan, e principalmente meus pais. Pensando em como começarei a fazer isso, acabei adormecendo.
- Emma! Emma! – Senti alguns braços me achocalhando, então sinto a luz nos meus olhos. – Vamos Emma, você vai se atrasar para aula.
Quinta-feira, hoje é o dia que iremos à casa do Loggan. Fui abrir a janela do meu quarto para ver como estava o clima e incrivelmente sinto um calor. Meu Deus! Calor! Está muito quente, poxa! Mais animada do que parecia, coloco meus short jeans e minha blusa com um cintinho e uma sapatilha.  E parto para a escola.
Chegando lá, a primeira coisa que eu procuro é Loggan. Mas não estava vendo ele. Apenas Mellany correndo até mim toda feliz.
- Emma, Emma! Um: Hoje vamos à casa do fofo do Loggan, com todo respeito, é claro. 2: Josh e eu nos beijamos!
- Ai meu Deus! Sério? Que bom amiga!
- E eu sei! Ah, olha lá ele. – Olhei para trás e vi Josh descendo do carro – Vou lá com ele, depois se falamos.
Continuei procurando Loggan, mas não o vi. Ao decorrer da aula, todos estavam falando de como ia ser bom ir à casa de Loggan. Ele iria me avisar se tivesse que faltar aula.
Ao término da aula, fui para casa e acabei adormecendo. Acordei com o meu telefone tocando. Era Loggan.
- Alo? Loggan?
- Emma! Eu...
- Porque você não...
- Emma, escute. Não posso falar muito agora. Aconteceu alguma coisa. Com os elementos. Não sei o que é. Você precisa vir comigo agora!
- Agora? Loggan, como assim? Do que você está falando? Nós temos trabalho pra fazer hoje, e meus pais...?
- Seus pais ficarão bem, o problema é comigo e pessoas mais próximas. Liga para Mellany e peça para ela avisar aos outros que surgiu um imprevisto e não vou poder.
- Loggan...
- Depressa, Emm. Eu te espero daqui 10min na frente da sua casa. – E desligou. Não sabia o que estava acontecendo. Subi para meu quarto e liguei para Mellany e depois arrumei minha bolsa e escrevi um bilhete para meus pais dizendo que fui fazer compras com Mellany e ia dormir lá.
Olhei pela janela e vi a BMW de Loggan estacionada. Desci correndo as escadas, abri a porta e entrei em seu carro. Fiquei calada por um tempo, e Logg também. Suas mãos estavam tremulas ao volante e ele estava com uma expressão séria e preocupada.
- Loggan, eu não entendo...
- Não fale nada. Preciso me concentrar. – Disse entre dentes.
Ok. Espero que ele perceba que eu não estou gostando anda disso, e principalmente por ele ter gritado comigo e estar correndo como um doido.
- Reduza a velocidade, você está muito tenso para estar correndo tanto. Vi que ele me olhou, então tudo aconteceu muito rápido. Vi uma luz vindo diretamente em nós, ia se aproximando cada vez mais rápido, então só escutei o barulho e então tudo se apagou.  

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Operação verão

O verão já chegou e garanto que 99,9% das mulheres ficam preocupadas que comeram muito no inverno e agora estão gordas. Maaaaaaaaas o que você menos imagina é que ficar bonita é muito fácil e gostoso.

1º Cuidar a alimentação

Uma das coisas mais erradas que a maioria das mulheres fazem é dieta. Você pode comer de tudo, mas com moderação. Por exemplo, em vez de comer 2 pães de manhã, coma um cereal com uma fruta e um suco. De meio dia, coma primeiro a salada e depois coma uma porção de tudo que está na mesa, e tem direito ainda à uma sobremesa.
À tarde, nada te impede de comer algumas bolachas ou alguma coisa com maça, mas coma uma fruta junto. À noite, coma pães integrais.
Como eu disse antes, você pode comer de tudo, mas com moderação. E substitua refrigerantes por água.



2º Exercícios físicos 


É extremamente importante praticar exercícios, não só pelo corpo, mas como pela saúde. Assim, para chegar numa certa idade bonita e com saúde. Eu, por exemplo, faço academia duas vezes por semana e nos dias que não faço, eu vou fazer caminhada. E sempre jogo vôlei e futsal. É bom também andar de bicicleta, correr, fazer   natação, dança e etc. E nunca, nunca e nunca deixe de praticar exercícios.




3º Pele hidratada e cabelo perfeito

Outro grande problema do verão é as sardinhas e pele oleosa ou seca. NUNCA saia de casa sem protetor solar no rosto com mínimo de 30º, a pele enche de manchas e sardinhas. E nunca vá ao sol na piscina depois das 11:00 e antes das 16:00 e use um fator sempre que for. Hidrate sua pele pelo menos 2 vezes por semana.
Em relação aos cabelos, não tem muito segredo também. Passe um hidratante toda vez que for na piscina e use bonés.





E finalmente... 


Você estará linda para o verão! Com um corpitcho perfeito, saudável, pele  macia e cabelo hidratado!
Siga as dicas e arrase no verão!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Feeling Love

O amor. O sentimento mais lindo e puro que existe. Quando você está apaixonado tudo se transforma. Suas mãos suam, seu corpo treme, e é como se existisse borboletas em sua barriga só de pensar nele. É tudo lindo. O amor é lindo. Você quer estar o tempo inteiro ao lado da pessoa desejada, e não quer deixa-la por nada. Porque tudo o que você precisa está aí, junto a ele. Você relembra a história que tiveram juntos. O primeiro beijo de vocês. Quando o amor começou a surgir. Quando ele te disse coisas lindas e  você virou purpurina. É tão bom. É tão bom poder beijá-lo novamente. É tão bom ouvir ele sussurrando coisas em seu ouvido. É tão bom ver a forma que ele te olha. O olhar diz tudo. Ele diz se a pessoa está realmente apaixonada, diz o quanto ela te ama. Repare no olhar dele. E então achará a resposta. Resposta é o que todos querem. Querem saber se tudo o que aconteceu foi real ou apenas ilusão. Muitas perguntas. Poucas respostas. O amor atinge isso. 

Capítulo 11

 Bryan era meu amigo desde a terceira série, eu gostava dele desde a terceira série. Ele sempre foi muito atencioso e querido. Ele era o tipo daqueles namorados bobões que estão sempre correndo atrás de você e fazendo de tudo para te agradar. Quando eu disse pra ele que viria para Nova Orleans, ele nunca ficou tão triste. Ele implorava para mim pra não vir. Ele disse que se eu quisesse, eu poderia morar com ele, e ele me sustentaria. Eu não poderia aceitar. Eu não podia ficar morando com uma pessoa que me sustentaria. Eu sempre fui independente. Mas enfim, terminei o namoro com ele por causa da minha vinda para Nova Orleans, e demos nosso ultimo beijo – o melhor de todos – na festa na casa da Anna. E agora, ele me liga. E diz que não consegue mais viver, e que precisava pelo menos ouvir minha voz. E disse também, que daqui um mês ele vai vir me visitar. Shit eu amava ele e amava Loggan. Minha cabeça dizia pra continuar com Bry, pra eu voltar para Boston e ficar eternamente com ele. Mas não era o mesmo o que o meu coração dizia e queria. Ele queria que eu ficasse aqui, com Loggan.
Aproximei-me do banco e Loggan, ainda estava lá, me esperando. Fazia mais de 10 minutos que eu estava do telefone com Bry. Eu o olhei por um tempo. E me lembrei de quando eu o conheci. Eu estava nervosa pelo primeiro dia de aula, estávamos na diretoria e ele me confortou com suas palavras dizendo que daria tudo certo. E deu, eu o conheci, conheci Ray – que apesar de ter ficado com raiva dele por ele ter dito aquilo pro Logg, eu o amava como amigo –, conheci também Mell, Jeny, Manson e Garnett que eram meus melhores amigos, e agora incluso também o John, o meio namorado da Mell. Todos gostavam de mim aqui na escola. E eu claramente gostava de todos. Não me lembro de ter algum inimigo ou inimiga. Ah pera aí, tem uma sim, não que ela seja minha inimiga ou coisa assim, só ela não vai com a minha cara e eu certamente não vou com a cara dela, era uma menina morena, extremamente linda, não recordo o nome dela, mas... Enfim, eu amava a escola. Mas meus pais já estavam querendo se mudar de novo, para Arabis uma região muito pequena e desconhecida, não, eu queria ficar aqui. E vou ficar aqui. Sentei ao lado de Loggan. Ficamos sentados por uns 15 minutos sem falarmos nada. Encostei minha cabeça em seu ombro, e ele a dele na minha cabeça e passou a mão pelos meus cabelos...
- Eu vou sentir falta disso...
- O que...?
- Porque você e seus pais vão embora? – Legal, ele está usando o espírito pra ver o que eu penso. De novo.
- Eu já falei pra você parar de ler o que eu to pensando, Loggan.  E bom, meu pai recebeu uma proposta de emprego em Arabis... Não sei se está certo que vamos ir.
- Já vai me deixar? Fazem uns 4 meses que a gente conhece... E pra mim parece que faz uns 5 anos. Bom, isso é indiferente pra mim porque eu tenho 200 e poucos anos, 5 anos é como 1 mês pra mim. – Eu o abracei. O que ia acontecer quando ele cumprir a missão? E qual é a missão?
- Qual é a sua missão? – perguntei, ignorando as palavras em minha cabeça.
- O que? Você ta falando...?
- É... Tipo, o que você tem que fazer?
- Eu queria contar pra você, mas não posso. Se não... – ele hesitou.
- Se não o que?
- Bom, eu não sei. Mas só sei que não posso contar pra ninguém.
Não discuti. Ficamos em silêncio pelo resto da tarde que se estendia. Cheguei em casa, nada de meus irmãos nem meus pais. Fiquei mais ou menos uma hora lendo quando vi o Accord se aproximar. Meus irmãos desceram do carro como sempre gritando e brincando. Meu pai e minha mãe chegaram até mim meio tristes.
- O que foi? Você conseguiu o emprego, não é pai?
- Filha, eu andei pensando. Eu ia administrar uma grande empresa. Mas estou feliz administrando aqui, e não quero que você e seus irmãos fiquem preocupados em mudar de colégio de novo. Eu estou feliz aqui, e aqui eu vou continuar. – Senti uma pontada de culpa. Eu sei que eu pai era feliz com esse emprego, mas é uma oportunidade a mais para ele. E ele vai largar por minha causa. Porque eu não quero mudar de cidade.
- Pai, você não precisa fazer isso. Você sabe que se quiser pegar esse emprego eu te apoio.
- Eu sei meu amor, eu sei.
Hoje era quarta-feira, portanto amanhã iríamos à casa de Loggan fazer o trabalho. Vou confessar que estava meio nervosa, mas eu sei que daria tudo certo, até porque isso não era nada de mais. Estava andando pela casa procurando meu celular, quando ouvi alguma coisa vinda da sala de bagunças do meu pai. Entrei lá e liguei a luz.
- Wesley?! O que você está fazendo aí? E porque está chorando?
- Não to chorando!
- Qual é, Wes. To vendo as lágrimas. O que aconteceu?

Tive que insisti por um bom tempo até ele me contar.
- Você é minha irmã. Você me odeia. Eu gosto de você. Satisfeita?
- Porque você ta falando isso?
Wesley me olhou com os olhos cheios de lágrimas e saiu correndo da sala. Fiquei sentada, então, sozinha, lá. Apenas pensando o motivo daquele comportamento. Bati de leve a minha cabeça três vezes na parede e levantei. Subindo as escadas, minha mãe me chamou. Ela estava sentada no sofá segurando uma folha de papel.
- O que foi mãe? – Sentei ao lado dela, com os pés em cima do sofá.
- Leia isso. – E me entregou a folha de papel que estava segurando.

Minha paixão
Sabe, tenho muitas paixões. Minha família, meus amigos, vídeo game, música. Mas a principal é a minha irmã, Emma. Ela é legal, tem muitos amigos, todo mundo gosta dela, é divertida, bonitas e outras qualidades. Mesmo sendo menino, eu queria ser como ela. Ela é tão especial. Mas tem um problema, ela não gosta de mim. Ela briga comigo, diz que sou adotado, feio e que não me ama. Mas eu gosto muito dela. E ultimamente ela não fica muito em casa, eu acho que ela está namorando ou de rolo com algum cara, porque ela só pensa em sair. Na outra cidade que a gente morava, ela tinha um outro namorado, mas ele gostava de futebol, por isso ela ficava mais com as amigas dela lá em casa, e pelo menos a gente ficava brigando. Agora não, ela nem em casa fica mais. Mas nesse texto só queria dizer mesmo que eu gosto muito e sinto sua falta.
Wesley

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

É SEXTA-FEIRA!

Well, agora um post divertido. Eu simplesmente amooooo olhar blogs como Porra, Gráfico! Ñ itnendo, YouToba, Dr pepper e outros. Entãão visitando meus blogs preferidos, achei algumas coisas e resolvi postar aqui :D

Primeiro então, algumas do Porra, Gráfico!









Ñ.intendo 


 OAIEAOIEOAIEOAEOA I ♥ CHAVES



RIRIAIRAIRIAIRIAR EEU SAAAABIA




HMMMMMM....... AOAIEOAIEOAE




HEY, Justin Bieber, oooor, Justen Biiba?


Então, meu post foi pra esses dois sites que eu amo muuuuuuuuuito s2 AOEJAOEJAOEJOA'
FEEEEEEEEEELIZ SEXTA-FEIRA MOURES ♥

EEU TO FELIZ E VOCÊ? 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dicas de Livro

Como todos sabem, fiz esse blog para mostrar minhas fic’s. Então, nada mais sensato do que eu indicar os melhores livros que eu já li e que muitos deles eu tiro alguma idéia.

Querido John: um romance de Nicholas Sparks, que conta a história de dois jovens que tiveram suas vidas transformadas após uma intrigante carta e aos acontecimentos de 11 de setembro. Eu indico muuuuuuuuuuito esse livro, o bom dele é que são reais, tipo, nada de sobrenatural. São coisas que podem acontecer com qualquer um de nós.






House Of Night: É uma série com total de 12 livros, mas que ainda não foram todos lançados. Até agora: Marcada, Traída, Escolhida, Indomada, Caçada, Tentada, Queimada, Despertada. Zoey Redbird foi marcada pela Deusa Nyx, aos seus 16 anos e entrou para a Morada da Noite e recebeu dons especiais da Deusa. Ao decorrer dos livros, Zoey encontra desafios, inimigos e novos amores. É a melhor série de livros que eu já li. Sim, é até melhor que Twilight.




Anjos e Demônios:  Anjos e Demônios: De Dan Brown,  conta a história de quando o professir Langdon descobre evidência do ressurgimento de uma espécie de ceita, uma irmandade secreta milenar: Illuminati. Ele enfrenta ameaça fatal à existência da Igreja Católica. E junto com a bela cientista Vittoria Vetra, percorrem á uma caçada de símbolos milenares para salvar o Vaticano. Melhor livro que já li. Tenho dito.




Saiba mais:  http://migre.me/1RhfQ



Então, esses são uns dos melhores livros que eu já li.Claro que tem muitos outros, como A Hospedeira, Amor Imortal, Fortaleza Digital, entre outros. A partir da leitura você adquire conhecimento e cultura. Então leia sempre (: 


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Capítulo 10

- Emma! Aqui! – Mellany e o resto da turma estavam sentados na nossa mesa de sempre, bem no meio do refeitório. Sentei ao lado de Mell e Garnett, mas vi que tinha uma pessoa a mais na mesa conosco.
- Josh? Você aqui? – Eu estava sorrindo e olhei para Mellany que estava toda vermelha.
- É, anh, bom, é legal ficar com Mellany, digo, vocês – Ele estava gaguejando! Que fofo, ele gostava da Mell.
- Ah, que bom então. – ele rapidamente devolveu o sorriso.
Mellany me cutucou e falou baixinho só para eu ouvir.
- Como foi lá com o Loggan? – Ai meu Deus! Eu não pensei no que eu diria pra ela sobre isso, eu não podia contar a verdade.
- Anh, foi tudo bem. Ele só queria dizer umas coisinhas lá.
- Ah, mas está tudo bem entre vocês? Porque ele não está aqui conosco e ele não olhou em nenhum momento pra você?
- Na verdade, a gente brigou. Eu disse que ia pensar sobre nós. E acho que eu o magoei. – Lancei um olhar triste para Loggan, ele parecia estar mal. E eu não gostava de vê-lo assim.
- Homens. – Mellany disse, já voltando para a sua posição normal e sorrindo.
- Loggan.
- E então Emma, como está você e Loggan? – Jeny perguntou com a sua voz super fininha e encantadora.
- Tem sempre aquelas discussões, mas estamos bem. – Menti.
- Ei, e sobre o trabalho de História, aquele teatro... – Manson lembrou a todos, porque pela cara deles, nem um tinha se lembrado.
- Ah shit! Eu me esqueci completamente! – Mellany disse mexendo em seus cabelos negros.
- Não faço a mínima idéia – Garnett parecia indiferente.
- Ei, não olha pra mim, não sou a cabeça da turma – Jeny disse olhando para mim.
- Eu acho que a gente devia fazer alguma coisa mais divertida ou diferente, que atraia a atenção de todos – todos olharam para mim, e eu continuei – geralmente esses trabalhos são monótonos que a maioria de quem está assistindo dorme. E a nota desse trabalho vai pro boletim. Então vamos fazer alguma coisa diferente.
- Ei Emm, não é tão fácil fazer um teatro sobre a ditadura no Brasil e que seja divertido. – Manson impôs.
- Mas não precisa ser necessariamente divertido, só sendo alguma coisa que impressione as pessoas já está ótimo.
- É, eu concordo com a Emm. – Mellany e Jeny disseram juntas.
- Bom, então ta né – Manson acabou aceitando. Eu estava cheia de idéias pra esse teatro, sabe, ia ser divertido.
- Eu acho que posso ajudar – aquela voz me cortou profundamente – Eu to sem grupo, já que o Ray foi viajar, então acho que eu poderia fazer com vocês, não é?
- é cla-claro Loggan. – Jeny gaguejou. Sim, eu sabia que ela tinha uma grande queda por ele, por isso no começo ela não ia muito com a minha cara, mas agora estamos de boa. Qual é? Quem não tinha uma queda por ele? Ah, tenho que parar de pensar essas coisas. Quinto elemento.
- Sem problemas – Mellany disse, olhando para mim como quem diz: “Ele pode né?”
-Por mim tudo bem – Garnett estava olhando pra Manson quando disse isso, e é claro que não estava tudo bem.
- Emm? – Mais uma vez, a voz de Loggan me cortou – Tudo bem por você?
- Ah, sim, é claro Logg. – ele sorriu, e eu também.
No resto do intervalo ficamos combinando o dia e a hora que íamos começar a ensaiar, e ficou combinado que seria na quinta-feira na casa do Loggan. Eu nunca tinha ido a casa dele. Será que era uma casa normal ou tinha alguma coisa diferente? Qual é Emma, se fosse diferente ele não ia nos chamar pra irmos a casa dele. Mas indiferente, eu precisa me acalmar e ir falar com ele. Olha, não quero saber se ele é vivo ou não, se ele tem mais de 200 anos, o que importa agora é o que eu sinto por ele. E é uma coisa infinita. Eu o amo. E quero ficar com ele.
Fui até o pátio da escola. Eu sabia que ele estaria lá. É como se eu pressentisse isso.  E bom, acertei. Ele estava sentado no banco virado de costas pra mim.
- Pode vir Emma, eu não mordo. – como ele sabia que eu estava ali? Quinto elemento, é claro. Aproximei-me até chegar ao seu lado.
- Você anda pensando muito no quinto elemento não é? – Droga, ele fez de novo.
- Você quer parar de ficar usando esse quinto elemento pra ver o que eu penso?
- É impossível. Eu me preocupo com você.
- Eu consegui viver 16 anos sem perigo antes de você aparecer, então...
- você tem alguma coisa pra me dizer, Emma?
-Anh, bem, tenho. Olha Loggan, eu pensei sobre, anh, aquilo. E bom, você foi a melhor coisa que me aconteceu desde que eu cheguei aqui. Eu pensei que ia ser horrível mudar de cidade. Mas não, você me mostrou que não. Independente do que você seja, eu quero ficar contigo. – nossa, fui muito precisa, não?
- Você sabe que isso é errado né?
- Sei, mas quero correr o risco.
- Anh, que bom. Porque eu também. – ele se aproximou de mim e me beijou. O melhor beijo do mundo. O beijo de desculpas e reconciliações, um beijo quente e sexy. Eu o amava.
Ficamos no beijando por longas horas, até que meu celular tocou e interrompeu aquele momento delicioso.
- Alo? – eu atendi meio zonza.
- Oi amor! Que saudades de você, a Anna disse que você ia me ligar, mas não ligou, o que aconteceu?  - Eu não acredito que era o Bryan!
- Bry? Pera aí. – coloquei a mão na frente do telefone. – Desculpa Logg, é importante. Eu já volto.

Capítulo 9

Entrei na área do compus nervosa. Loggan estava à uns 20 metros de mim, de costas e com a cabeça baixa. Punhos cerrados. Mesmo estando muito quieta, ele percebeu a minha presença e começou a falar alto e claro.
- Em 1815, meu pai era um dos embaixadores que estavam no Congresso de Viena.Naquela época, estava acontecendo uma série de assassinatos na região. Era uma coisa mais confidencial, e meu pai foi vítima. Ele estava indo pra casa, depois do trabalho, eu um cara lhe deu um tiro em frente de casa. O tiro estava quase o matando quando ele me entregou uma carta em espanhol. Como não sabia o que estava escrito fui até um amigo próximo de meu pai. Quando ele leu a carta ele praticamente surtou. Então ele me falou o que estava escrito. No começo eu não acreditei, não poderia ser possível aquilo. Fui procurar em livros antigos e vi que estava errado era possível sim existir pessoas que após a morte ficam sobrecarregadas com uma espécie de missão. Bom, aí entro eu e Ray.- Ele se virou e se aproximou de mim numa velocidade inumana - Quando descobri isso, fui contar para meu irmão, Raymond. Minha mãe já estava quase morrendo, pois quando meu pai morreu, seu desgosto foi muito. Eu, então, me dei uma facada no peito. Com o intuito de saber se era ou não verdade o que a carta dizia. Quando isso aconteceu, eu pude ver meu corpo no chão, eu estava flutuando. Não sei pra onde fui, pois adormeci. Mas quando acordei estava num lugar escuro, que rapidamente se transformou no lugar mais lindo que eu já vi. Era tudo verde, com flores e frutas nas árvores, ao meu lado estava meu pai. Eu era jovem, tinha 17 anos, virgem, e ainda não conhecia nada da vida. Enfim, meu pai me explicou que a mulher de seu tataravô era uma espécie de Deusa, e quando seu marido veio a falecer, jogou uma “praga” em toda a família. A vida normal após a morte. Quando qualquer pessoa da família States morresse, ela teria que completar uma missão dada pelo seu pai para descansar em paz. Meu pai disse que a minha missão e de Ray era a mesma, e quando Ray morresse poderíamos começar. Ray morreu 5 dias depois. Então aí tudo mudou. Resolvemos ir para o Japão, ficamos 50 anos lá, depois mais 50 anos em Paris até voltarmos para o Japão e ficarmos 65 anos lá. Fomos para a Ásia, ficando 36 anos lá e agora finalmente, 4 anos aqui.
Não tinha palavras pra descrever aquilo. Eu não conseguia falar. Não conseguia raciocinar direito. Era como se meu corpo, minha cabeça e meu coração estivessem paralisados. O que eu ouvi era, era, era uma coisa que eu não podia explicar. Ele continuou falando, se afastando de mim.
- Não podíamos contar pra ninguém porque se não só piorava as coisas. Ray ficou nervoso quando me apaixonei por você porque achamos que quando alguém ficasse sabendo, aconteceria o pior. Mas andei pesquisando e não, podemos contar, mas contar para alguém que tem algum laço com a família, e você tem. Você estava ligado a mim. Olha Emma, eu amo você. Amo de verdade e entenderei se você estiver confusa e quiser terminar. Mas não se esquece que eu te amo.
Eu estava literalmente confusa e não sabia o que falar. Não sabia se podia acreditar naquilo, não sabia se eu queria correr e abraçá-lo de felicidade por ele confiar em mim e me amar ou se eu queria correr para casa e esquecer tudo isso. Era muita coisa pra mim. Uma pessoa imortal que tem mais de 200 anos? Meu Deus.
- Emma, olhe – Loggan se afastou de mim e começou a correr em círculos ao meu redor. Era incrível. Era como se um avião estivesse explodindo ou sei lá. Tinha muita fumaça e eu não conseguia quase vê-lo. Então ele parou. Daí aconteceu tudo muito rápido. Uma explosão tomou conta de todo o campus. Era estranho porque eu podia sentir cheiro de água, terra, fogo e vento. Um em sintonia com o outro.
- Você tem poderes especiais também? – Gritei ironicamente.
- Não, é só uma afinidade com os elementos. Sabe, coisa de anormais. – ele me lançou aquele olhar sedutor e mega atraente. Peraí, ele disse afinidade? Ele tem afinidades com os 5 elemen... água, terra, fogo e vento...? E o quinto elemento?
Com um subido movimento com as pernas ele veio correndo até mim.
- Bom, o espírito é o que está dentro de nós. O que faz eu me mover com essa velocidade e outras coisinhas mais. O quinto elemento.
- É, o quinto elemento – repeti. – Olha Loggan, eu também gosto muito de ti, mas eu preciso pensar. É muita coisa pra mim. Desculpa. – E fui me afastando até chegar à entrada do colégio. Ah merda. Estava chovendo e Loggan era minha carona. Como vou pra casa agora? Que pergunta fácil, ora, a pé.
Na saída do colégio encosta perto de mim a tão familiar BMW preta. Loggan abaixou o vidro.
-Entra Emma, está chovendo, vai pegar uma gripe.
Sem pensar duas vezes entrei no carro. Ah! O doce aroma do perfume de Loggan me aprisionou. Eu queria poder agarrá-lo, beijá-lo e possuí-lo. Para com isso Emma! Ele nem é vivo!
- Eu sou vivo – Loggan disse quebrando o blá blá blá na minha cabeça e eu me estremeci de dor, por ele. Ele estava sorrindo.
- O que, agora você lê mentes também?
- O quinto elemento. O espírito.
- Ah, é claro. – ótimo. Arghr. Ele percebeu que eu tenho desejo por ele.
E permanecemos calados até chegarmos na minha casa. Desci do carro e me apoiei na porta aberta.
- Olha Loggan, eu gosto de você. Mas... É muita coisa pra mim, preciso pensar.
- Emma, eu sei disso. Não é fácil pra você, eu entendo perfeitamente. E não quero obrigar você a nada. Você faz o que bem entender.
Sorri e fechei a bati a porta do carro. Como eu o queria. Cheguei em casa e deitar.
Acordei com o meu telefone tocando. Arghr, eu tava morrendo de sono ainda e podia sentir minha cara inchada.
- Alo?
-Emma, oi filha!
- Oi mãe – disse tentando me animar um pouco.
- Filha, seu pai recebeu uma oportunidade de emprego em Arabi. Estamos indo lá fazer uma entrevista, quer ir junto? Voltamos amanhã de noite.
O que?! Mudar de cidade de novo? Para Arabi? Arabi nem é mesmo uma cidade! É uma região censo-designada, e tem o que, uns 8093 habitantes? Arabi fica uns 6 km de distancia de Nova Orleans. Não, de jeito nenhum vou praquela cidade.
- Mãe, vem pra casa, a gente conversa melhor aqui. Onde vocês estão na verdade?
- Nós estamos aqui em frente à praça principal esperando o Wesley. Filha, a gente não tem tempo de ir, são 3 horas até lá. Você quer ir ou não?
- Não mãe, eu espero vocês em casa.
- Está bem filha, até amanhã, se cuida. Beijos
- Ta mãe, Beijos
Eu não podia acreditar nisso! Eu estava adorando morar aqui em Nova Orleans. Meu pai foi despedido de Boston Wearing por motivos insanos, viemos para cá, conheci Mellany, Garnett, Manson e Jeny. Conheci Loggan, o ser anormal. O lindo e perfeito ser anormal, que todas as vezes que eu o via tinha vontade de correr e jogar-me em seus braços fortes. Tudo o que eu queria agora era possuí-lo.