sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Entããão....
O ano está acabando hoje, e eu só devo agradecer a vocês! Por tudo, de verdade, obrigada (:
Aqui vai a mensagem de final de ano: 

A IDADE DE NOSSA VIDA 

Em certa ocasião alguém perguntou a Galileo Galilei:
- Quantos anos tens? 
- Oito ou dez - Respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca. E logo explicou: - Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais, como não temos mais as moedas que já gastamos. 
Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileo Galilei.
Dizemos espantados:
-Como passa o tempo!
Mas na verdade, somos nós que passamos...
O astrônomo italiano sabia que aqui estamos de passagem...
Somos peregrinos e é bom pensar na meta que nos espera...
A certeza de que nosso caminhar terreno tem um final, é o melhor recurso para valorizarmos mais a cada minuto.
Assim podemos aproveitar o que realmente temos:

O PRESENTE....

Convém desfrutar cada dia como se fosse o último.
O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.

APROVEITE O HOJE...
FELIZ 2011!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Capítulo 15

Loggan acendeu a luz. Era tudo muito velho e empoeirado. Certamente ali era o depósito. Tinha muitos livros velhos, rasgados, despedaçados. Andei um pouco e dei de cara com um livro. Um livro que me impressionou muito quando o li ano passado. Comprei-o e depois reli muitas vezes mais. Esfoliei, o cheiro de poeira era muito forte. Olhei de novo pra capa. Romeu e Julieta – Volume 1. Fiquei distraída olhando o livro e não vi onde Loggan estava.
- Loggan? Onde você está? – Nada.
- Aqui, Emm. – Ele colocou a cabeça pra fora de uma portinha escondida atrás dos livros.
Dentro da salinha tinha um baú. Era grande, marfim e estava muito sujo. Loggan pegou a chave de dentro do seu casaco e o abriu. Dentro do baú tinha muitos outros livros velhos. Tirando uns de cima dos outros, pegou um livro de capa preta, com uma pequena escrita no seu canto superior esquerdo: States.
- Você deve estar brincando – Olhei para ele – Vocês tem um livro da família? Em Mississipi?     
- Foi meu avô que escreveu. Quando ele descobriu o que estava acontecendo com a família, ele não sabia o que fazer. Então ele veio para cá, Mississipi. Então nessa biblioteca ele descobriu tudo sobre essa maldição e escreveu esse livro, nunca vou me esquecer das palavras dele há uns 200 anos atrás: “Quando vocês descobrirem o que vocês realmente são entenderão tudo. Com certeza acontecerão coisas inacreditáveis com vocês, mas deixe sua mente os guiar, que acharão a solução.”
- Então quer dizer que você não sabia disso? Quer dizer, literalmente. Você não tinha a mínima idéia desse lugar? Apenas deixou sua mente o guiar? – Pedi ofegante.
     Ele assentiu.
- Poxa Loggan, antes eu achava isso uma idiotice, e não estava totalmente disposta a te ajudar, mas depois disso, tenho certeza do eu tenho que fazer. Vamos derrotar esse cara! – Eu estava mostrando mais animação do que realmente sentia.
Ele deu um sorriso abalado, pegou o livro com uma mão e com a outra segurou a minha. Caminhamos até a saída e entramos no carro.
Enquanto Logg dirigia o carro em alta velocidade, fiquei pensando no que a minha vida tinha se tornado nesses últimos tempos. Cheguei à Nova Orleans achando que minha vida seria um tédio e não me acostumaria com o lugar. Aí conheci Mell, Garnett, Manson, Jeny, Josh e, meu namorado, Loggan. Pensei que teria uma vida como em Boston, com Anna, Lourenie e, meu ex-namorado, Bryan. Mas então descubro que Logg é um herdeiro de uma maldição, na qual ele precisa cumprir uma missão para descansar em paz e ele tem mais de 100 anos! Bom, isso me fez lembrar uma coisa.
- Loggan, o que vai acontecer quando cumprir a missão? – Senti seus olhos em mim.
- Vou ter a vida que deveria ter.
- O que você quer dizer com isso?
- Emma, eu não deveria estar aqui. Eu deveria estar enterrado! E eu não devia colocar você nessa. Eu te amo. E eu devia ter me afastado de você antes de me apaixonar. Agora você está em perigo, graças a mim! – Pude ver uma lágrima escorrendo nele. E só percebi que estava chorando também quando as lágrimas encostaram-se a minha boca.
Ignorei o que ele disse sobre eu estar nessa e disse: - Loggan, quando isso acabar você vai... – Não consegui terminar de dizer, desabei em choro.
- Sim, meu amor, vou morrer.
Aquilo fez eu chorar ainda mais. Tirei o sinto de segurança e me aconcheguei ao seu ombro. Adormeci e sonhei.
Meu sonho era confuso, mas ao mesmo tempo era muito real. Eu estava em uma floresta, e podia ouvir barulho de água, animais, sentir cheiro da terra, estava muito quente, mas o vento estava forte. Caminhei em direção do barulho da água mais ao fundo, foi então que eu vi. O que eu estava vendo era um tipo de vulto matando algum animal. Incrivelmente havia uma placa lá, escrito China. Quando me dei conta do que era aquilo, era tarde de mais para fugir. ELE veio numa velocidade inumana para perto de mim. Agi sem pensar, uni os 5 elementos e joguei contra ele, fazendo com que ele evaporasse.
Acordei suando. Eu não reconheci o lugar, estava numa cama, em uma parede tinha uma televisão de plasma, nos criados-mudos estavam minhas coisas. Pude ouvir o barulho do chuveiro.
- Loggan? – Me levantei da cama e fui até a porta do banheiro.
- Estou quase terminando.
- Preciso te contar uma coisa.
- Fale amor.
- Eu sei onde ele está.
- Quem?
- Ele, Loggan. Ele.
- Como?
Contei meu sonho para ele. Ele parecia preocupado. Depois, disse apenas uma coisa.
- Compre passagens, vamos para a China.

Capítulo 14

Acordei de súbito. Olhei em volta. Loggan não estava no carro. Olhei pela janela e o vi conversando com um cara, estávamos em um posto. 2 minutos depois ele entra no carro e da partida.
- Dormiu bem? – ele me lançou um sorriso lindo e preocupado.
- Há quanto tempo eu dormi? – Perguntei sem responder à sua pergunta.
- Umas 8 horas.
- 8 horas?! Estamos aonde afinal?
- Gulfport.
-Gulfport? Mississipi? Que merda estamos fazendo aqui?
- Um lugar poderá nos ajudar.
- Loggan! Meus pais, eu não disse que ia ficar tanto tempo fora pra eles.
- Pode ficar tranqüila quanto a isso. Olhe seu celular.
Eu havia recebido uma nova mensagem. Era de minha mãe. Dizendo que eles voltaram para Arabis a negócios, e voltariam daqui 4 dias. Ela havia pagado o restaurante para eu comer durante esse tempo e havia deixado dinheiro nas minhas coisas. Resolvi ligar para ela. No segundo toque ela atendeu.
- Filha? – Era tão bom ouvir sua voz doce e gentil.
- Oi mãe.
- Então você deve ter recebido minha mensagem, não é?
-Recebi sim. Mãe, Eu e a Jeny resolvemos ir para Mississipi numa anh – então, vi um cartaz escrito sobre um desfile que aconteceria amanhã – no Fashion Place Club, vai ser bom pra mim me distrair.
- Mississipi?!?! Quem vai levar vocês? Ah, não sei se é uma boa idéia.
- Calma mãe, os pais dela. Eles vão com freqüência para Mississipi.
- Hm, bom, não sei não.
- Ah mãe, qual é.
- Tá, ta. Tenho que desligar meu anjo. Estamos chegando. Beijos. Te amo.
- Te amo.
Eu havia me colocado em grande encrenca. Primeiro, um louco estava nos perseguindo usando os elementos. Em segundo, eu menti para minha mãe. Terceiro, eu estava em Mississipi e não sei quando iríamos voltar.
-Loggan, vai de vagar. Você sabe o que aconteceu da ultima vez que você correu tanto – Esperei, e ele não me respondeu e muito menos diminuiu a velocidade, estava com o olhar fixo para frente. – Loggan, para o carro. – Ele me olhou – Se é pra você me ignorar e ficar correndo como um maluco, prefiro mesmo sair daqui.
- Você sabe muito bem que a causa do acidente não foi a ver com trânsito, não é?
- Sei, mas se você tivesse andando mais devagar, talvez teria visto a porra de... sei lá o que.
            -Aquilo foi o primeiro ataque. Não entende? – Ele estava diminuindo a velocidade. – Ele jogou um elemento contra nós sem nos ver. Apenas pela sua mente.
            - Que elemento foi aquele?
- Provavelmente fogo. Considerando que parte do meu casaco ficou chamuscada. – Olhei para ele, não estava mais usando o casaco.
- Bom, considerando que ele nos atacou só com sua mente, isso quer dizer que...
- Sim. Uma guerra mental. – Me calei. Não entendia como isso poderia acontecer. – Conheço uma biblioteca que poderá nos ajudar.
Em cerca de 20 minutos chegamos á uma casa velha e pequena, com uma placa informando: Primeira Biblioteca de Gulfpord. Entramos. Um velhinho que estava sentado ao banco atrás da mesa veio até nós com dificuldade.
- Posso ajudar? – Disse com sua voz roca.
- Na verdade vamos apenas dar uma olhada. – Ele assentiu e voltou ao seu lugar.
Loggan caminhou depressa pela biblioteca. Ela era maior do que aparentava ser. Tinha muitas estantes com vários nomes separando os livros pelas categorias. Loggan parou na categoria escrita: LENDAS. Foi deslizando seu dedo por todos os livros rapidamente, certamente procurando algum em especial, Parou no livro: VIDA APÓS A MORTE.
-Loggan, eu não tenho certeza se esse livro é o ideal nesse momento. Tem outras aqui como MISSÕES APÓS A MORTE, MALDIÇÃO DE FAMÍLIA e... – Ele pareceu não me escutar e continuou esfolheando o livro.
- Achei! – Logg tirou de dentro do livro uma pequena chave.
- O que...? – Me ignorando novamente, colocou a chave no bolso e seguiu até a mesa.
- Obrigada. – Disse ao senhorzinho deixando 5 dólares em cima da mesa. O velhinho sorriu.
Saímos do lugar e ele pegou minha mão e me puxou até os fundos da casinha. Onde tinha uma porta, ele olhou para mim e abriu-a
 - Hm, legal. – Murmurei e entrei seguindo-o.