terça-feira, 30 de novembro de 2010

Capítulo 13

Meus músculos doíam. Era como se uma manada estivesse passado em cima de mim. Abri meus olhos devagar. Estava tudo embaçado, demorou um tempo até eu ver tudo claramente. Eu estava deitada numa cama, olhei para o lado e vi um soro, mais ao fundo um sofá-cama, a televisão estava ligada em um volume baixo em um filme, podia ouvir vozes e passos do outro lado da sala. A porta se abriu e veio uma enfermeira e em seguida uma mulher que, pelo seu traje, devia ser a doutora, que atendia pelo nome de Dr. Collins.
- Ela está bem, acalme-se Sr. States. Ela está bem. Apenas desmaiou durante o acidente. O único estrago foi em seu braço direito, onde um pedaço do vidro do pára-brisa penetrou. – Continuaram conversando sem perceber que eu havia acordado.
- O que aconteceu? – Interrompi.
- Ah Emma, querida! – Loggan veio até mim e beijou minha testa.
- Vocês sofreram um acidente de caro. Bateram de frente com um veículo. – a enfermeira continuou me examinando.
- Só não entendo como você saiu ileso – A Dr. Collins estava olhando para Loggan.
- Ela também não se feriu muito, não sei como, ninguém passa desses acidentes sem nenhuma seqüela. – A enfermeira parou de me examinar.
- Bom, você poderá sair daqui logo, só vou fazer uma receita de remédios para inchaço, anestesiante e cicatrizante. – A doutora sorriu para mim e saiu seguida pela enfermeira.
A porta bateu.
- Nós não sofremos um acidente de carro, não é?
Loggan balançou a cabeça. E ficou me olhando em quanto eu fechava meus olhos e respirava tentando manter a calma.
- Os elementos se revoltaram. Foi como se outra força estivesse se apropriado deles, e usando de forma incorreta. Eu descobri isso quando eu estava indo ao mercado. O vento começou a andar contra mim, o que é muito esquisito, pois o vento anda conforme seu mestre. As árvores não estavam em sintonia com o vento, fazendo com que as folhas caíssem de forma brutal, a terra estava seca e eu não estava conseguindo usar o quinto elemento. Resolvi pesquisar. Li que quando isso acontecia era porque havia outro ser no poder com o mestre. Consegui despistá-lo fazendo um círculo com os elementos. Eles estão sobre meu comando novamente. Mas logo o outro ser tomará posse novamente. – Loggan parou de falar e respirou fundo. O que eu tinha a vê com isso, e como os elementos iam se voltar contra ele? – Logo, o ser irá se apoderar dos elementos, não sei como, e irá usá-los contra mim. Motivo? Todos querem ser o mestre dos elementos, mas nem todos sabem como, e ele finalmente descobriu. E tentará me destruir usando os elementos e, com certeza, começará me destruindo com o que eu mais amo: Você.
- E Ray? Ele já sabe disso? Ele ficará bem?
- O Ray está pesquisando e vendo o que pode fazer. Ele ficará bem, o ser vai vir atrás de você.
- Como você sabe disso?
- Eu consigo ver tudo o que ele pensa, estamos ligados de alguma forma. Consegui bloquear o quinto elemento, para que ele não chegue perto de minha mente.
- Bloquear? Você não consegue fazer isso com os outros elementos também?
- Não, o quinto elemento e bônus. Nem todos os mestres que existiram tinha acesso à ele. Eu sou o único que posso desfazê-lo.
- Você é o único mestre de todo mundo. – Não foi uma pergunta, mas ele respondeu.
- Eu e ele.
Uma hora depois a Dr. Collins me deu alta e receitou alguns remédios. Fomos até a farmácia comprar-los. Loggan continuou dirigindo o carro, mas eu não sabia onde estávamos indo. Não perguntaria também sobre isso.
- É longe?
- Muito longe.
Deitei meu banco e adormeci ao som de Bob Dylan.