A implacável morte pisa com igual pé o majestoso palácio, e a humilde cabana do pobre. Nem as honras, as riquezas, ou os prazeres, nem o abril valente da juventude, nem a beleza e delicadeza do sexo, ou a força atlética do homem forte, podem alongar a sua existência sobre a terra. Só a virtude é capaz de encher o vazio, que a fama deixa nas ações dos homens bons. Follow me on twitter @_mysteerious xoxo :*
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Feeling Love
O amor. O sentimento mais lindo e puro que existe. Quando você está apaixonado tudo se transforma. Suas mãos suam, seu corpo treme, e é como se existisse borboletas em sua barriga só de pensar nele. É tudo lindo. O amor é lindo. Você quer estar o tempo inteiro ao lado da pessoa desejada, e não quer deixa-la por nada. Porque tudo o que você precisa está aí, junto a ele. Você relembra a história que tiveram juntos. O primeiro beijo de vocês. Quando o amor começou a surgir. Quando ele te disse coisas lindas e você virou purpurina. É tão bom. É tão bom poder beijá-lo novamente. É tão bom ouvir ele sussurrando coisas em seu ouvido. É tão bom ver a forma que ele te olha. O olhar diz tudo. Ele diz se a pessoa está realmente apaixonada, diz o quanto ela te ama. Repare no olhar dele. E então achará a resposta. Resposta é o que todos querem. Querem saber se tudo o que aconteceu foi real ou apenas ilusão. Muitas perguntas. Poucas respostas. O amor atinge isso.
Capítulo 11
Bryan era meu amigo desde a terceira série, eu gostava dele desde a terceira série. Ele sempre foi muito atencioso e querido. Ele era o tipo daqueles namorados bobões que estão sempre correndo atrás de você e fazendo de tudo para te agradar. Quando eu disse pra ele que viria para Nova Orleans, ele nunca ficou tão triste. Ele implorava para mim pra não vir. Ele disse que se eu quisesse, eu poderia morar com ele, e ele me sustentaria. Eu não poderia aceitar. Eu não podia ficar morando com uma pessoa que me sustentaria. Eu sempre fui independente. Mas enfim, terminei o namoro com ele por causa da minha vinda para Nova Orleans, e demos nosso ultimo beijo – o melhor de todos – na festa na casa da Anna. E agora, ele me liga. E diz que não consegue mais viver, e que precisava pelo menos ouvir minha voz. E disse também, que daqui um mês ele vai vir me visitar. Shit eu amava ele e amava Loggan. Minha cabeça dizia pra continuar com Bry, pra eu voltar para Boston e ficar eternamente com ele. Mas não era o mesmo o que o meu coração dizia e queria. Ele queria que eu ficasse aqui, com Loggan.
Aproximei-me do banco e Loggan, ainda estava lá, me esperando. Fazia mais de 10 minutos que eu estava do telefone com Bry. Eu o olhei por um tempo. E me lembrei de quando eu o conheci. Eu estava nervosa pelo primeiro dia de aula, estávamos na diretoria e ele me confortou com suas palavras dizendo que daria tudo certo. E deu, eu o conheci, conheci Ray – que apesar de ter ficado com raiva dele por ele ter dito aquilo pro Logg, eu o amava como amigo –, conheci também Mell, Jeny, Manson e Garnett que eram meus melhores amigos, e agora incluso também o John, o meio namorado da Mell. Todos gostavam de mim aqui na escola. E eu claramente gostava de todos. Não me lembro de ter algum inimigo ou inimiga. Ah pera aí, tem uma sim, não que ela seja minha inimiga ou coisa assim, só ela não vai com a minha cara e eu certamente não vou com a cara dela, era uma menina morena, extremamente linda, não recordo o nome dela, mas... Enfim, eu amava a escola. Mas meus pais já estavam querendo se mudar de novo, para Arabis uma região muito pequena e desconhecida, não, eu queria ficar aqui. E vou ficar aqui. Sentei ao lado de Loggan. Ficamos sentados por uns 15 minutos sem falarmos nada. Encostei minha cabeça em seu ombro, e ele a dele na minha cabeça e passou a mão pelos meus cabelos...
- Eu vou sentir falta disso...
- O que...?
- Porque você e seus pais vão embora? – Legal, ele está usando o espírito pra ver o que eu penso. De novo.
- Eu já falei pra você parar de ler o que eu to pensando, Loggan. E bom, meu pai recebeu uma proposta de emprego em Arabis... Não sei se está certo que vamos ir.
- Já vai me deixar? Fazem uns 4 meses que a gente conhece... E pra mim parece que faz uns 5 anos. Bom, isso é indiferente pra mim porque eu tenho 200 e poucos anos, 5 anos é como 1 mês pra mim. – Eu o abracei. O que ia acontecer quando ele cumprir a missão? E qual é a missão?
- Qual é a sua missão? – perguntei, ignorando as palavras em minha cabeça.
- O que? Você ta falando...?
- É... Tipo, o que você tem que fazer?
- Eu queria contar pra você, mas não posso. Se não... – ele hesitou.
- Se não o que?
- Bom, eu não sei. Mas só sei que não posso contar pra ninguém.
Não discuti. Ficamos em silêncio pelo resto da tarde que se estendia. Cheguei em casa, nada de meus irmãos nem meus pais. Fiquei mais ou menos uma hora lendo quando vi o Accord se aproximar. Meus irmãos desceram do carro como sempre gritando e brincando. Meu pai e minha mãe chegaram até mim meio tristes.
- O que foi? Você conseguiu o emprego, não é pai?
- Filha, eu andei pensando. Eu ia administrar uma grande empresa. Mas estou feliz administrando aqui, e não quero que você e seus irmãos fiquem preocupados em mudar de colégio de novo. Eu estou feliz aqui, e aqui eu vou continuar. – Senti uma pontada de culpa. Eu sei que eu pai era feliz com esse emprego, mas é uma oportunidade a mais para ele. E ele vai largar por minha causa. Porque eu não quero mudar de cidade.
- Pai, você não precisa fazer isso. Você sabe que se quiser pegar esse emprego eu te apoio.
- Eu sei meu amor, eu sei.
Hoje era quarta-feira, portanto amanhã iríamos à casa de Loggan fazer o trabalho. Vou confessar que estava meio nervosa, mas eu sei que daria tudo certo, até porque isso não era nada de mais. Estava andando pela casa procurando meu celular, quando ouvi alguma coisa vinda da sala de bagunças do meu pai. Entrei lá e liguei a luz.
- Wesley?! O que você está fazendo aí? E porque está chorando?
- Não to chorando!
- Qual é, Wes. To vendo as lágrimas. O que aconteceu?
Tive que insisti por um bom tempo até ele me contar.
- Você é minha irmã. Você me odeia. Eu gosto de você. Satisfeita?
- Porque você ta falando isso?
Wesley me olhou com os olhos cheios de lágrimas e saiu correndo da sala. Fiquei sentada, então, sozinha, lá. Apenas pensando o motivo daquele comportamento. Bati de leve a minha cabeça três vezes na parede e levantei. Subindo as escadas, minha mãe me chamou. Ela estava sentada no sofá segurando uma folha de papel.
- O que foi mãe? – Sentei ao lado dela, com os pés em cima do sofá.
- Leia isso. – E me entregou a folha de papel que estava segurando.
Minha paixão
Sabe, tenho muitas paixões. Minha família, meus amigos, vídeo game, música. Mas a principal é a minha irmã, Emma. Ela é legal, tem muitos amigos, todo mundo gosta dela, é divertida, bonitas e outras qualidades. Mesmo sendo menino, eu queria ser como ela. Ela é tão especial. Mas tem um problema, ela não gosta de mim. Ela briga comigo, diz que sou adotado, feio e que não me ama. Mas eu gosto muito dela. E ultimamente ela não fica muito em casa, eu acho que ela está namorando ou de rolo com algum cara, porque ela só pensa em sair. Na outra cidade que a gente morava, ela tinha um outro namorado, mas ele gostava de futebol, por isso ela ficava mais com as amigas dela lá em casa, e pelo menos a gente ficava brigando. Agora não, ela nem em casa fica mais. Mas nesse texto só queria dizer mesmo que eu gosto muito e sinto sua falta.
Wesley
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