sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Dicas de Livro

Como todos sabem, fiz esse blog para mostrar minhas fic’s. Então, nada mais sensato do que eu indicar os melhores livros que eu já li e que muitos deles eu tiro alguma idéia.

Querido John: um romance de Nicholas Sparks, que conta a história de dois jovens que tiveram suas vidas transformadas após uma intrigante carta e aos acontecimentos de 11 de setembro. Eu indico muuuuuuuuuuito esse livro, o bom dele é que são reais, tipo, nada de sobrenatural. São coisas que podem acontecer com qualquer um de nós.






House Of Night: É uma série com total de 12 livros, mas que ainda não foram todos lançados. Até agora: Marcada, Traída, Escolhida, Indomada, Caçada, Tentada, Queimada, Despertada. Zoey Redbird foi marcada pela Deusa Nyx, aos seus 16 anos e entrou para a Morada da Noite e recebeu dons especiais da Deusa. Ao decorrer dos livros, Zoey encontra desafios, inimigos e novos amores. É a melhor série de livros que eu já li. Sim, é até melhor que Twilight.




Anjos e Demônios:  Anjos e Demônios: De Dan Brown,  conta a história de quando o professir Langdon descobre evidência do ressurgimento de uma espécie de ceita, uma irmandade secreta milenar: Illuminati. Ele enfrenta ameaça fatal à existência da Igreja Católica. E junto com a bela cientista Vittoria Vetra, percorrem á uma caçada de símbolos milenares para salvar o Vaticano. Melhor livro que já li. Tenho dito.




Saiba mais:  http://migre.me/1RhfQ



Então, esses são uns dos melhores livros que eu já li.Claro que tem muitos outros, como A Hospedeira, Amor Imortal, Fortaleza Digital, entre outros. A partir da leitura você adquire conhecimento e cultura. Então leia sempre (: 


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Capítulo 10

- Emma! Aqui! – Mellany e o resto da turma estavam sentados na nossa mesa de sempre, bem no meio do refeitório. Sentei ao lado de Mell e Garnett, mas vi que tinha uma pessoa a mais na mesa conosco.
- Josh? Você aqui? – Eu estava sorrindo e olhei para Mellany que estava toda vermelha.
- É, anh, bom, é legal ficar com Mellany, digo, vocês – Ele estava gaguejando! Que fofo, ele gostava da Mell.
- Ah, que bom então. – ele rapidamente devolveu o sorriso.
Mellany me cutucou e falou baixinho só para eu ouvir.
- Como foi lá com o Loggan? – Ai meu Deus! Eu não pensei no que eu diria pra ela sobre isso, eu não podia contar a verdade.
- Anh, foi tudo bem. Ele só queria dizer umas coisinhas lá.
- Ah, mas está tudo bem entre vocês? Porque ele não está aqui conosco e ele não olhou em nenhum momento pra você?
- Na verdade, a gente brigou. Eu disse que ia pensar sobre nós. E acho que eu o magoei. – Lancei um olhar triste para Loggan, ele parecia estar mal. E eu não gostava de vê-lo assim.
- Homens. – Mellany disse, já voltando para a sua posição normal e sorrindo.
- Loggan.
- E então Emma, como está você e Loggan? – Jeny perguntou com a sua voz super fininha e encantadora.
- Tem sempre aquelas discussões, mas estamos bem. – Menti.
- Ei, e sobre o trabalho de História, aquele teatro... – Manson lembrou a todos, porque pela cara deles, nem um tinha se lembrado.
- Ah shit! Eu me esqueci completamente! – Mellany disse mexendo em seus cabelos negros.
- Não faço a mínima idéia – Garnett parecia indiferente.
- Ei, não olha pra mim, não sou a cabeça da turma – Jeny disse olhando para mim.
- Eu acho que a gente devia fazer alguma coisa mais divertida ou diferente, que atraia a atenção de todos – todos olharam para mim, e eu continuei – geralmente esses trabalhos são monótonos que a maioria de quem está assistindo dorme. E a nota desse trabalho vai pro boletim. Então vamos fazer alguma coisa diferente.
- Ei Emm, não é tão fácil fazer um teatro sobre a ditadura no Brasil e que seja divertido. – Manson impôs.
- Mas não precisa ser necessariamente divertido, só sendo alguma coisa que impressione as pessoas já está ótimo.
- É, eu concordo com a Emm. – Mellany e Jeny disseram juntas.
- Bom, então ta né – Manson acabou aceitando. Eu estava cheia de idéias pra esse teatro, sabe, ia ser divertido.
- Eu acho que posso ajudar – aquela voz me cortou profundamente – Eu to sem grupo, já que o Ray foi viajar, então acho que eu poderia fazer com vocês, não é?
- é cla-claro Loggan. – Jeny gaguejou. Sim, eu sabia que ela tinha uma grande queda por ele, por isso no começo ela não ia muito com a minha cara, mas agora estamos de boa. Qual é? Quem não tinha uma queda por ele? Ah, tenho que parar de pensar essas coisas. Quinto elemento.
- Sem problemas – Mellany disse, olhando para mim como quem diz: “Ele pode né?”
-Por mim tudo bem – Garnett estava olhando pra Manson quando disse isso, e é claro que não estava tudo bem.
- Emm? – Mais uma vez, a voz de Loggan me cortou – Tudo bem por você?
- Ah, sim, é claro Logg. – ele sorriu, e eu também.
No resto do intervalo ficamos combinando o dia e a hora que íamos começar a ensaiar, e ficou combinado que seria na quinta-feira na casa do Loggan. Eu nunca tinha ido a casa dele. Será que era uma casa normal ou tinha alguma coisa diferente? Qual é Emma, se fosse diferente ele não ia nos chamar pra irmos a casa dele. Mas indiferente, eu precisa me acalmar e ir falar com ele. Olha, não quero saber se ele é vivo ou não, se ele tem mais de 200 anos, o que importa agora é o que eu sinto por ele. E é uma coisa infinita. Eu o amo. E quero ficar com ele.
Fui até o pátio da escola. Eu sabia que ele estaria lá. É como se eu pressentisse isso.  E bom, acertei. Ele estava sentado no banco virado de costas pra mim.
- Pode vir Emma, eu não mordo. – como ele sabia que eu estava ali? Quinto elemento, é claro. Aproximei-me até chegar ao seu lado.
- Você anda pensando muito no quinto elemento não é? – Droga, ele fez de novo.
- Você quer parar de ficar usando esse quinto elemento pra ver o que eu penso?
- É impossível. Eu me preocupo com você.
- Eu consegui viver 16 anos sem perigo antes de você aparecer, então...
- você tem alguma coisa pra me dizer, Emma?
-Anh, bem, tenho. Olha Loggan, eu pensei sobre, anh, aquilo. E bom, você foi a melhor coisa que me aconteceu desde que eu cheguei aqui. Eu pensei que ia ser horrível mudar de cidade. Mas não, você me mostrou que não. Independente do que você seja, eu quero ficar contigo. – nossa, fui muito precisa, não?
- Você sabe que isso é errado né?
- Sei, mas quero correr o risco.
- Anh, que bom. Porque eu também. – ele se aproximou de mim e me beijou. O melhor beijo do mundo. O beijo de desculpas e reconciliações, um beijo quente e sexy. Eu o amava.
Ficamos no beijando por longas horas, até que meu celular tocou e interrompeu aquele momento delicioso.
- Alo? – eu atendi meio zonza.
- Oi amor! Que saudades de você, a Anna disse que você ia me ligar, mas não ligou, o que aconteceu?  - Eu não acredito que era o Bryan!
- Bry? Pera aí. – coloquei a mão na frente do telefone. – Desculpa Logg, é importante. Eu já volto.

Capítulo 9

Entrei na área do compus nervosa. Loggan estava à uns 20 metros de mim, de costas e com a cabeça baixa. Punhos cerrados. Mesmo estando muito quieta, ele percebeu a minha presença e começou a falar alto e claro.
- Em 1815, meu pai era um dos embaixadores que estavam no Congresso de Viena.Naquela época, estava acontecendo uma série de assassinatos na região. Era uma coisa mais confidencial, e meu pai foi vítima. Ele estava indo pra casa, depois do trabalho, eu um cara lhe deu um tiro em frente de casa. O tiro estava quase o matando quando ele me entregou uma carta em espanhol. Como não sabia o que estava escrito fui até um amigo próximo de meu pai. Quando ele leu a carta ele praticamente surtou. Então ele me falou o que estava escrito. No começo eu não acreditei, não poderia ser possível aquilo. Fui procurar em livros antigos e vi que estava errado era possível sim existir pessoas que após a morte ficam sobrecarregadas com uma espécie de missão. Bom, aí entro eu e Ray.- Ele se virou e se aproximou de mim numa velocidade inumana - Quando descobri isso, fui contar para meu irmão, Raymond. Minha mãe já estava quase morrendo, pois quando meu pai morreu, seu desgosto foi muito. Eu, então, me dei uma facada no peito. Com o intuito de saber se era ou não verdade o que a carta dizia. Quando isso aconteceu, eu pude ver meu corpo no chão, eu estava flutuando. Não sei pra onde fui, pois adormeci. Mas quando acordei estava num lugar escuro, que rapidamente se transformou no lugar mais lindo que eu já vi. Era tudo verde, com flores e frutas nas árvores, ao meu lado estava meu pai. Eu era jovem, tinha 17 anos, virgem, e ainda não conhecia nada da vida. Enfim, meu pai me explicou que a mulher de seu tataravô era uma espécie de Deusa, e quando seu marido veio a falecer, jogou uma “praga” em toda a família. A vida normal após a morte. Quando qualquer pessoa da família States morresse, ela teria que completar uma missão dada pelo seu pai para descansar em paz. Meu pai disse que a minha missão e de Ray era a mesma, e quando Ray morresse poderíamos começar. Ray morreu 5 dias depois. Então aí tudo mudou. Resolvemos ir para o Japão, ficamos 50 anos lá, depois mais 50 anos em Paris até voltarmos para o Japão e ficarmos 65 anos lá. Fomos para a Ásia, ficando 36 anos lá e agora finalmente, 4 anos aqui.
Não tinha palavras pra descrever aquilo. Eu não conseguia falar. Não conseguia raciocinar direito. Era como se meu corpo, minha cabeça e meu coração estivessem paralisados. O que eu ouvi era, era, era uma coisa que eu não podia explicar. Ele continuou falando, se afastando de mim.
- Não podíamos contar pra ninguém porque se não só piorava as coisas. Ray ficou nervoso quando me apaixonei por você porque achamos que quando alguém ficasse sabendo, aconteceria o pior. Mas andei pesquisando e não, podemos contar, mas contar para alguém que tem algum laço com a família, e você tem. Você estava ligado a mim. Olha Emma, eu amo você. Amo de verdade e entenderei se você estiver confusa e quiser terminar. Mas não se esquece que eu te amo.
Eu estava literalmente confusa e não sabia o que falar. Não sabia se podia acreditar naquilo, não sabia se eu queria correr e abraçá-lo de felicidade por ele confiar em mim e me amar ou se eu queria correr para casa e esquecer tudo isso. Era muita coisa pra mim. Uma pessoa imortal que tem mais de 200 anos? Meu Deus.
- Emma, olhe – Loggan se afastou de mim e começou a correr em círculos ao meu redor. Era incrível. Era como se um avião estivesse explodindo ou sei lá. Tinha muita fumaça e eu não conseguia quase vê-lo. Então ele parou. Daí aconteceu tudo muito rápido. Uma explosão tomou conta de todo o campus. Era estranho porque eu podia sentir cheiro de água, terra, fogo e vento. Um em sintonia com o outro.
- Você tem poderes especiais também? – Gritei ironicamente.
- Não, é só uma afinidade com os elementos. Sabe, coisa de anormais. – ele me lançou aquele olhar sedutor e mega atraente. Peraí, ele disse afinidade? Ele tem afinidades com os 5 elemen... água, terra, fogo e vento...? E o quinto elemento?
Com um subido movimento com as pernas ele veio correndo até mim.
- Bom, o espírito é o que está dentro de nós. O que faz eu me mover com essa velocidade e outras coisinhas mais. O quinto elemento.
- É, o quinto elemento – repeti. – Olha Loggan, eu também gosto muito de ti, mas eu preciso pensar. É muita coisa pra mim. Desculpa. – E fui me afastando até chegar à entrada do colégio. Ah merda. Estava chovendo e Loggan era minha carona. Como vou pra casa agora? Que pergunta fácil, ora, a pé.
Na saída do colégio encosta perto de mim a tão familiar BMW preta. Loggan abaixou o vidro.
-Entra Emma, está chovendo, vai pegar uma gripe.
Sem pensar duas vezes entrei no carro. Ah! O doce aroma do perfume de Loggan me aprisionou. Eu queria poder agarrá-lo, beijá-lo e possuí-lo. Para com isso Emma! Ele nem é vivo!
- Eu sou vivo – Loggan disse quebrando o blá blá blá na minha cabeça e eu me estremeci de dor, por ele. Ele estava sorrindo.
- O que, agora você lê mentes também?
- O quinto elemento. O espírito.
- Ah, é claro. – ótimo. Arghr. Ele percebeu que eu tenho desejo por ele.
E permanecemos calados até chegarmos na minha casa. Desci do carro e me apoiei na porta aberta.
- Olha Loggan, eu gosto de você. Mas... É muita coisa pra mim, preciso pensar.
- Emma, eu sei disso. Não é fácil pra você, eu entendo perfeitamente. E não quero obrigar você a nada. Você faz o que bem entender.
Sorri e fechei a bati a porta do carro. Como eu o queria. Cheguei em casa e deitar.
Acordei com o meu telefone tocando. Arghr, eu tava morrendo de sono ainda e podia sentir minha cara inchada.
- Alo?
-Emma, oi filha!
- Oi mãe – disse tentando me animar um pouco.
- Filha, seu pai recebeu uma oportunidade de emprego em Arabi. Estamos indo lá fazer uma entrevista, quer ir junto? Voltamos amanhã de noite.
O que?! Mudar de cidade de novo? Para Arabi? Arabi nem é mesmo uma cidade! É uma região censo-designada, e tem o que, uns 8093 habitantes? Arabi fica uns 6 km de distancia de Nova Orleans. Não, de jeito nenhum vou praquela cidade.
- Mãe, vem pra casa, a gente conversa melhor aqui. Onde vocês estão na verdade?
- Nós estamos aqui em frente à praça principal esperando o Wesley. Filha, a gente não tem tempo de ir, são 3 horas até lá. Você quer ir ou não?
- Não mãe, eu espero vocês em casa.
- Está bem filha, até amanhã, se cuida. Beijos
- Ta mãe, Beijos
Eu não podia acreditar nisso! Eu estava adorando morar aqui em Nova Orleans. Meu pai foi despedido de Boston Wearing por motivos insanos, viemos para cá, conheci Mellany, Garnett, Manson e Jeny. Conheci Loggan, o ser anormal. O lindo e perfeito ser anormal, que todas as vezes que eu o via tinha vontade de correr e jogar-me em seus braços fortes. Tudo o que eu queria agora era possuí-lo.

Capítulo 8

Levantei rápido da cama ainda meio zonza. Arrumei-me e fui para aula. Chegando lá, nem tinha percebido que era tão cedo, pois não tina ninguém no pátio, só algumas pessoas nas salas de aula. Fui direto para os armários. Ouvi a vós de Ray vindo da sala ao lado dos armários. Ele parecia irritado e bravo. Não sei por que, mas fui até a porta meio fechada, e fiquei olhando pela fresta da porta. Ele estava com Loggan lá dentro. Fiquei escutando e olhando.
- Loggan, olha, eu sei que você está apaixonado – Ray disse soando irritado e andando de um lado para outro. – você sabe que não pode se apaixonar por alguém daqui. Mas o que você faz? Vai correndo pros braços da Emma! Não pode Loggan, não pode.
- Olha Ray, eu sei, eu sei mesmo. Eu sei que não podia ter me apaixonado por ela, mas aconteceu. Não quero acabar com isso. Esse tempo com ela foi um dos melhores da minha vida. E olha que faz um tempinho que eu vivo. – Loggan parecia preocupado e estava cheio de olheiras.
- Termine com ela. Bom, terminar o que se vocês nem começaram?
- A gente está apenas ficando, mas eu amo ela.
- Ah que porra! Para com isso. Termine com ela. Dê um gelo nela.
- Não posso Ray!
- Pode sim, termine com ela. Quando eu conseguir, a gente vai embora. Pra um lugar de preferência longe daqui e que não tem meninas que você pode se apaixonar.
- Ai cara, não quero fazer isso. Eu amo ela e vou continuar com ela.
- Isso é contra as regras. Faça o que eu mandei. Depressa Loggan.
Antes de continuar ouvindo e vendo os dois, senti uma mão no meu ombro e deu um gritinho, e coloquei rapidamente as mãos sobre a boca.
- O que você ta fazendo Emma?
 Puxei a Mell até o fim do corredor e entramos na sala que ainda estava vazia.
- Mellany! Loggan vai terminar comigo!
- O que? Como assim? Ah pera, vocês estão namorando? – Mellany estava confusa, eu tentaria explicar com calma. Ok, ia ser impossível.
- A gente não está namorando. Nós estamos só ficando. Mas Ray o mandou terminar comigo. Não sei por quê. Foi muito estranho. – Não, eu não podia chorar. Não mesmo.
- Ai não acredito Emma! – Mellany me abraçou – sinto muito, ele parecia tão apaixonado.
- Sim! Mas foi Ray que mandou ele terminar. Eu não entendo.
Nossa conversa foi interrompida por Loggan e Ray que entraram na sala.
Olhei para Loggan, aquele rosto perfeito e sedutor dele me fascinava. Um rosto que estava prestes a ser todo meu, junto com seu corpo e tudo mais. Eu queria poder ir correndo e jogar-me aos seus braços e beijá-lo. Mas não podia. Ele vai terminar comigo. Não vou me rebaixar. Apenas vou ignorá-lo. Olhei pro Ray. Caraca, eu me enganei muito a respeito dele. Ele parecia ser legal e compreensível. Mas não, era um completo idiota. Loggan estava se aproximando de mim. Ah merda, eu devia sair dali, e ignorá-lo. Mas não conseguia. Eu tinha que sair ou agir. Ele veio e me deu um beijo que explodiu. Todos estavam olhando. Eu tinha de agir. Afastei-me dele, olhei no fundo de seus olhos e sai porta a fora.
- Emma! Espera! – Mellany veio correndo atrás de mim. Eu tinha ela. Ela podia me ajudar e me compreender.
Comecei a chorar. Para com isso Emma! Você nem o conhece direito para amá-lo. Sentei no chão ao lado dos armários e abracei minhas pernas. Vi que Mell se afastou de repente. Então senti que alguém sentou do meu lado. Sua voz me atingiu numa dor imensa.
- O que aconteceu Emma? Não entendo... – Loggan passou a mão nos meus cabelos, mas eu me afastei. Ele esperou uma resposta, mas então continuou – Eu não entendo mesmo. Você... você parecia gostar de mim...
- Eu ouvi – Interrompi. Ele me olhou com uma cara de não estar entendendo – Eu ouvi você e o – pausei. Era mais difícil do que eu pensava falar o nome dele – Ray.
- Aonde? Como você...
- Você acha que sou trouxa? Que você pode me esnobar? Ou pior, você acha que sou como essas vadias que você pega por aí?
- Emma, calma. Eu te amo Emma! Não acho você trouxa nem nada, você não entende o que você ouviu lá com Ray.
- Eu entendi perfeitamente! Ele disse pra você terminar comigo, e você aceitou como um capacho ridículo dele!
- Emma, eu nunca pensei que contaria isso para alguém, mas vou te contar. Porque tem alguma coisa em você que me diz que posso confiar em você, e eu te amo. No final de aula, me encontre no campus aqui no lado da escola. Vou te esperar – Loggan me deu um beijo e entrou na sala de aula. Abri meu armário e tirei um espelho. Não, eu não vou entrar na sala desse jeito. Segui pelo corredor totalmente vazio para o banheiro feminino. Eu poderia entrar na outra aula. Alguém entrou no banheiro.
- Desculpa Emm. Mas não pude deixar de ouvir o que ele te disse – Mell estava me olhando com um olhar amigo e acolhedor. – o que será que ele quer te mostrar? Tem certeza de que você quer ir sozinha? Vai saber se ele não tem más intenções. Se você quiser, eu vou contigo.
- Obrigada pela preocupação, Mell, mas não. Eu sei me cuidar e preciso ir sozinha.
- Você que sabe Emm. Se você quiser que eu vá junto é só pedir.
- Obrigada. – disse de novo. Era bom poder contar com alguém.
Tocou o sinal para a outra aula. A aula passou muito devagar, acho que era porque eu estava ansiosa para ver o que ELE queria me mostrar. Eu tava com medo. Já pensou ele ser um vampiro? Tipo o Edward de Crepúsculo? Não, não. Apesar de lindo, não era pálido o suficiente. E qual é? Vampiros não existem. Ou talvez ele queira apenas me dizer uma coisa. Tipo, que ele não estava realmente gostando de mim ou que foi um erro termos ficado. Arghr. Eu estava caidinha por ele. Tipo, não sei se era realmente amor ou que, só sei que era uma coisa diferente que eu não conseguia parar de pensar nele. É como se um feitiço estivesse sido jogado em mim. O feitiço Loggan. O feitiço mais lindo e delicioso que existe, um feitiço que não quero que se acabe, pois apesar de tudo, estou adorando. Loggan não faz me sentir uma menininha como Bryan me fazia. Ele fazia eu me sentir uma mulher. Uma mulher sexy e amada.  Lógico que eu adorava namorar o Bry. Eu ainda o amo. Mas a sensação que Loggan me provocava era desejo, prazer e proibição. Desejo, querer mais e mais ele. Prazer, o que ele fazia em meu corpo  me dava sim uma onda de prazer. Proibição, não sei por que, mas acho que eu devia ouvir o Ray e o largar. Mas eu adoro quebrar regras. O blá blá blá em minha cabeça foi interrompido pelo sinal anunciando o final da aula. Era agora. Agora eu ira saber a verdadeira história. Peguei minhas coisas e fui direto ao compus ao lado da escola.



Capítulo 7

O Central Club é como uma mansão. Ok,é uma mansão. Tipo, antigamente era a casa do prefeito, mas quando o prefeito morreu, seus filhos resolveram fazer um centro. Enfim, entramos no Central Club. Todo mundo nos olhou. O que me deixou muito desconfortável, mas enfim. Tudo estava lindo! Tinha um espaço enorme cheio de gente dançando, ao redor tinha uns sofás, alguns puff’s preto e branco. Olhei de novo, a festa era toda preta e branca. Olhei para as pessoas dançando, todas de preto e branco! Olhei meus amigos, todos de preto e branco! Menos Mellany, que estava com um vestido cor verde piscina. Ah essa não! Eu já entendi! Ah droga! A festa era a Black and White party, mas a Mell não queria vir de preto e branco e não me avisou pra mim não vir também! O fato de nós sermos as diferentes da festa não era tão ruim assim.
- Você é uma vaca Mell – Gritei, porque a música era muito alta, e não se ouvia nada além.
- Ah Emma, nem vem! Eu sei que você gostou de ser diferente, assim como eu. Não precisávamos ser igual a todo mundo!
- Eu sei! Valeu amiga! – demos muitas risadas.
Quando estávamos indo sentar em algum lugar, Loggan aparece bem na minha frente.
- Oi Emm. – sua voz, como sempre, me deixou mole.
- Oi Logg. – Não pude deixar de esconder o sorriso.
Ele pegou minha mãe e me levou até um puff. Ao sentarmos ele me ofereceu um drink. Eu aceitei é claro. Tomei um gole.
- Você está linda e sexy nesse vestido, sabia?
Fiquei olhando para aquela escultura de um Deus Grego que era Loggan. Hoje ele estava mais lindo e gostoso ainda, com um terno preto.
- Desculpa pelo o que aconteceu na sua casa, eu não tive intenção. – que fofo, ele parecia um anjinho.
- Sem problemas Logg, mas eu gostei do fato de...
- O que? – Logg disse gritando – eu não consigo escutar, vamos lá fora. – não foi uma pergunta, mas eu respondi.
- Ta.
Fomos para o pátio do Central Club. Era lindo! Era quase tu grama, tinha uma piscina enorme no meio, com alguns guarda-sóis super chiques, e agora tinha aquelas máquinas de gelo seco, algumas luzes e uma musica leve de fundo. Sentamos num balanço para duas pessoas que eram do mesmo material dos guarda-sóis. Ficamos conversando um pouco. Conversamos sobre praticamente tudo, aula, comida, fotos, tudo. Até que ele me beijou. Foi um beijo diferente do outro. Foi mais caloroso, amoroso, quente, sedutor e sexy. E dessa vez ninguém nos atrapalhou. Ficamos nos beijando por um longo tempo, quando paramos ouvi o grito desesperado de Jeny me chamando.
- Emma! Porque você não nos avisou que estava aqui fora? Ficamos a festa inteira de procurando! – quando ela viu Loggan, corou – Anh desculpa nem reparei que você estava aí.
-Se problemas – dei mais um beijo em Logg e me levantei. Antes de sair, Loggan segurou meu braço e disse – vamos nos encontrar de novo, eu digo, fora da escola. – Sorri.
- É claro - e saí.
Fui para o meio da pista meio tonta por causa das bebidas que tomei, mas dancei muito, não só pela bebida, mas pelo ocorrido com Loggan. Dancei por um longo tempo, eu, Mell, Jeny, Garnett, Manson.
No final da festa, os pais de Manson vieram nos buscar. Deixaram-me em casa. Olhei para o relógio, 4:00 horas da manhã. Abri a porta da casa e fui para meu quarto, meus pais já estavam dormindo, assim como Jonh e Wes. Deitei e dormi profundamente.
Acordei com o cheiro de churrasco que vinha do pátio. Meus pais têm descendentes do Brasil, por isso amam churrasco, e eu, bem, também. Desci correndo e fui para a área de festas. Chegando lá dei um beijo nos meus pais, cara como eu amava eles!
Conversamos um pouco sobre a festa enquanto comíamos. O bom dos meus pais eram que eles confiavam em mim e não pediam muito da minha vida. Ajudei minha mãe com a louça e resolvi dar um passeio escutando meu Mp4.
Caminhei pela praça ao lado da minha casa só pensando nas coisas que me aconteceram nesse mês que vim morar aqui. Num domingo à tarde, a única coisa aberta aqui além de shopping, lanchonetes e cinemas era, bem, vejamos, a biblioteca municipal, e era pra lá que eu ia agora.
A Library Of HighLights era uma biblioteca mais antiga, mas sem perder o brilho. Era alta, com várias estantes de livros pro todo o espaço. Separados por gênero, foi fácil achar o livro o Menino do Pijama Listrado. Eu sempre adorei história, e esse livro fala bem do que os nazistas faziam no campo de concentração. Já havia lido esse livro, mas valia muito à pena ler de novo. Fiquei lendo na biblioteca por longas horas, mas que pareceram míseros minutos.
Voltei para casa e fui rever as lições. Depois fui dormir e me preparar pra a longa segunda feira.
Sonhei com o Loggan. Droga. Tinha que parar com esses sonhos inúteis.
No meu sonho, eu e Loggan estávamos em um quarto muito lindo, com móveis que eu não conhecia, e eram muito chiques. Estávamos sentados na cama, ele acariciando meu cabelo enquanto sussurrava partes de músicas românticas no meu ouvido. Ray chegou bem nessa hora e eu, não sei qual o motivo, fiquei com medo dele. Ele parecia ser mal e seus olhos estavam cheios de raiva. Olhei rapidamente para Loggan, esperando que ele me salvasse ou me ajudasse. Em vez disso, os olhos eles e sua aparência estavam igualmente como Ray. Aquilo me deu mais medo ainda. Tentei fugir, mas era como se eu não conseguia deixar Loggan, mesmo – apenas em sonho – odiando ele. Alguma coisa me prendia. Fiquei olhando por um longo tempo para Loggan, e ele foi se aproximando de mim para beijar-me, quando seus lábios estavam quase juntos aos meus eu acordei com o despertador.





Capítulo 6

Acordei era 11:30. Ótimo. Eu tava virando uma vadia. Fiquei deitada mais um pouco e ouvi a campainha tocar. Que ótimo. Quem seria a essa hora? Fiquei de pijama mesmo, só coloquei meu hobbie por cima e desci. Quando cheguei lá não acreditei quem era. Podia sentir as lágrimas se formando.
- Ai meu Deus! Eu não acredito! Anna, Lo! – Corri dar um abraço nas minhas melhores amigas. Desde que eu vim morar aqui Nova Orleans, há um mês, eu não havia visto mais elas. Lourenie e Anna eram minhas amigas desde o maternal. Nunca havia ficado tanto tempo sem ver elas. Senti uma lágrima escorrendo pelo meu rosto. Limpei-a. As duas me deram um abraço caloroso e familiar.
- Nossa E. Que saudades! – Lourenie disse limpando também suas lágrimas.
- É, a propósito, ontem eu disse que ia ligar mais depois, mas como fiquei sabendo que meu pai ia vir pra cá, achei melhor nem ligar e nem contar nada, tipo uma surpresa. – Anna piscou para mim.
- A melhor surpresa desde que eu vim morar aqui. Venham meninas, vamos lá ao meu quarto. – Subimos correndo as escadas. Pelo jeito, ia faltar tempo para contar tudo o que estava acontecendo. Tanto elas quanto eu. Bati a porta.
- E. Temos tanta coisa pra falar! Mas vamos começar com as principais, você quer saber primeiro do Bryan, do gatinho que se mudou pra Boston ou a que eu acho que mais vai interessar você: o descobrimento do caso da roupa de Boston Wearing?
-OMG! Do Bry... Não, da roupa! Conta!
- Ta, então, desde que vocês foram embora de Boston – Lo começou a contar – Madric assumiu a gerência. O diretor Camm lá achou que tava tudo a mil maravilhas, pelo que Madric falava, ela conseguiu quitar todas as dividas e tal. Mas, quando o chefe foi olhar os negócios da empresa...
- A Madric tava fazendo mais dívida que nunca. – Anna continuou – Muitas empresas já estavam começando a processar a Boston Wearing. E um dia, pegaram ela falando com um cara que era o suposto amante dela, que ela armou tudo aquela história da roupa sumida só para o seu pai se despedido, já que ele ia ser promovido à gerente superior. Ou o “segundo dono da empresa”, como preferir.
- Pera aí – interrompi – meu pai ia ser promovido à gerente superior? E só a Madric sabia? Como isso?
- “Cê” sabe né, Madric tinha acesso a tudo no escritório, e como toda mulher, era enxerida e ouviu o diretor Camm falando sobre isso. A promoção ia ocorrer daqui dois meses, quando a empresa faria 30 anos.
- E o melhor de tudo: Quando ele descobriu a façanha da Madric, ele resolveu que ia chamar seu pai de volta! – Lourenie deu um gritinho de felicidade.
- O que? Chamar meu pai, anh, de volta? – eu não sabia se estava feliz ou triste. É claro que eu sentia falta de Boston. Mas eu já estava me acostumando com Nova Orleans, tinha os meus amigos, Loggan, ai meu Deus, Loggan. Como iria deixar ele? Calma Emma, você nem sabe se vocês vão voltar para Boston. A metade de mim quer ir, e outra (que creio que seja a maior) não quer.
- O que foi E.? Você não parece feliz. – Anna pediu.
- É, é claro que eu estou feliz. – gaguejei. Ah idiota. Eu sou uma idiota. O que eu estou fazendo? Tipo, eu reclamei tanto para sair de Boston e agora não quero voltar?
- Não é o que parece. – Disse Lo, mas já estava mudando de humor quando disse: - Mas e agora quer saber do Bryan? – Ela me lançou um olhar pervertido.
- Claro! Conta tudo!
- Então, desde que você saiu de lá...
 Lo falou por uns 10min. Mas não consegui prestar atenção nos detalhes. Caramba, eu tava muito preocupada em sair daqui. Não queria. À medida que ela falava, eu percebia que meu lugar é aqui. Não em Boston. Claro que eu amaria morar de novo perto de Lourenie e Anna, mas a gente poderia continuar se vendo. Tipo, elas praticamente atravessaram o país pra me ver, Boston e Nova Orleans ficam muito distantes, mas mesmo assim. Não quero de verdade ter que deixar Loggan. Cara, eu me apeguei a ele. Mesmo não estando namorando com ele nem nada, a gente ficou, eu me apaixonei. Agora é como se eu estivesse ligada a ele. É estranho. Mas enfim, de tudo o que ela falou que eu não prestei muita atenção, eu conseguir pegar que: O Bry tava muito mal, faltou um mês inteiro de aula, (nossa!) saiu do time de futebol – que era a maior paixão dele – que anda deprimido. Caramba, não pensei que eu poderia causar isso no Bry. Tipo, ele é todo durão, machão, fortão, gostosão e agora ta assim, deprimido por causa de uma guria – que sou eu - enfim, não dava pra acreditar nisso.
- Eu vou é ligar pra ele, meninas – falei contra minha vontade – ele tem que viver a vida dele. Ele não pode ficar se deprimindo por uma coisa que já acabou. Eu o amava, e ainda amo. Mas minha vida está andando, a dele tem que prosseguir também, sem mim.  E a única coisa que eu posso fazer para ajudar é ligar pra ele e falar isso. Até porque eu estou de rolo já.
- O que?! – As duas gritaram juntas.
- É aquele cara que você me disse por telefone, E.? – Anna disse toda feliz.
- É sim – então contei toda a minha história com Loggan para elas. Detalhes por detalhes.
- Ai que fofo! Eu queria ter alguém assim pra mim – Lo disse se jogando na minha cama.
- Mas a gente não ta juntos, ainda. – Demos risadas.
A tarde passou muito rápido. Era bom estar com elas. E tudo que é bom dura pouco. Mais de noitinha o pai de Anna passou de taxi pegar elas e irem pra Boston. A despedida foi mais triste do que a primeira. E como sempre, eu chorei. Agora eu estaria novamente um país de distância delas.
Deitei no meu quarto e adormeci. Acordei e fui me arrumar para a festa que começaria as 23:30.
Tomei um banho, fiz hidratação no meu cabelo, no rosto. Coloquei meu lindo vestido rosa bordô. Olhei-me no espelho, eu realmente estava linda. Maquiei-me. Fiquei me olhando novamente por um tempo no espelho. Meus cabelos negros longos que já estavam na cintura estavam lisos, prendi uma flor da mesma cor do vestido neles. Coloquei um cinto e um tamanco pretos. Passei meu perfume Eternity e fui para baixo. Anna chegou com a turma. Não sei por que, mas eu estava nervosa para festa.
Entrei no carro e fomos para a festa.

Capítulo 5

Acordei com o mp4 ainda ligado na música If I Were a Boy. Quando levantei percebi que estava escuro! Meu Deus! O quanto eu dormi? Olhei para o relógio, 20:30, dormindo desde as 13:30? Sim, eu tenho sérios problemas. Desci as escadas, meu pai estava lendo jornal sentado ao lado da minha mãe que estava assistindo as notícias. Wes e Jonathan deviam estar em seus quartos. Sentei ao lado de meus pais.
-Emma, o que aconteceu? Você dormiu a tarde inteira! – Meu pai disse sem tirar os olhos do jornal. Antes que eu pudesse responder, minha mãe falou.
-Emma devia estar cansada. Pra ela não deve ser fácil acordar cedo, ainda mais no 2º ano. Meu anjo, já jantamos. Se você quiser ir comprar alguma coisa para você comer, pode ir.
-É, acho que vou mesmo. To morta de fome. – Dei um beijo nos meus pais e saí.
Nossa rua era bem movimentada, e por incrível que pareça não tinha nenhum carro passando. O que dava ênfase a rua agora era um restaurante bem iluminado. Mas eu estava mesmo era com vontade de comer um lanche. Tinha uma lanchonete na esquina da outra rua. Estava friozinho, me abracei com meus braços enquanto caminhava. Quando cheguei lá, vi Ray em uma mesa sozinho, é claro que dei um sorriso e fui até ele.
- E aí Emma? – Ray estava com um sorriso grande no rosto.
- Oi Ray! – Não pude deixar de sorrir também, era bom estar com Ray. Ele fazia me sentir como se conhecesse há muito tempo ele. – Você sozinho aqui? Não está esperando alguém, está? – Dei uma olhada safada pra ele.
- Você me mata Emma! – Disse ele entre risos – É claro que não estou esperando ninguém, sente-se.
- Valeu – O garçom que parecia ter uns 18 anos ou menos chegou a nossa mesa e eu pedi uma porção de batatas fritas e um refrigerante de cola.
Enquanto comíamos, Ray falou entre dentes.
- Emma, eu sei que você e Loggan estão de rolo – Me surpreendi. Parei de comer e olhei para ele, e antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele continuou – Loggan é meu amigo, e você também é minha amiga, mas não creio que vocês possam namorar.
- Ai Ray, você não está gostando de mim, né! – Ah não, por favor, não quero ter que sofrer com os ciúmes de Ray!
  - Não Emma! Não estou apaixonado por você! Eu gosto de você, como amiga. Não tenho ciúmes teu e de Loggan! Mas é que Loggan não é como esses caras que você pode ter um relacionamento normal.
- Mas eu não quero um relacionamento normal! Eu estou gostando de Loggan, e não sei o que está acontecendo contigo, Ray. – Eu ia me levantando, mas ele segurou o meu braço me fazendo sentar.
- Não quero ficar de mal contigo. Gosto muito da sua amizade, mas é melhor você me ouvir.
Tomei o resto do refrigerante e me despedi de Ray, e fui para casa. Quase chegando, meu telefone toca. Era Mellany.
- Alô Mell?
- Oi Emm! - o fato de ela me chamar como Logg me chama me deixou meio irritada, mas que nada, eu amo Mell e o resto da turma. – Viu, amanhã nós vamos numa festa lá no Central Club. Você vai né?
-Sei lá! Que horas é a festa?
- Às 23:00, a festa Black And White, vamos, vamos?
- Ai Mell, eu não tenho roupa! E até porque...
- Não esquenta Emm! Shopping até a 00:00, lembra?
-Ah é. Ta. Eu vou. Passa agora aqui em casa e vamos pro shopping!
- Ta. To indo pra aí. Beijo
- Beijo Mell.
Cheguei em casa, subi as escadas e fui falar com minha mãe, que já estava na cama lendo seu livro. Bati na porta e entrei.
- Como foi a janta, filha?
- Boa. Mãe, antes de chegar em casa, a Mellany me ligou e me convidou para ir em uma festa com a turma amanhã no Central Club. Posso ir né?
- Mellany é aquela menina que veio aqui em casa esses dias?
- Sim, essa mesmo.
- Hm, pode ir sim, querida. – Disse minha mãe me dando aquele sorriso que eu tanto amava.
- Ta, vou pro shopping comprar alguma roupa então.
- Está bem – ela abriu a gaveta do criado-mudo que estava ao lado da cama e pegou o Cartão de crédito Gold do papai. – Pegue – Disse me alcançando o cartão. Bom, a senha eu já sabia.
- Obrigada mãe! – Fui para o meu quarto pegar minha bolsa. Desci as escadas e bem na hora Mellany tocou a campainha. Então fomos caminhando até o shopping que ficava umas três quadras da minha casa. Chegando lá, entramos numa loja. Enquanto íamos escolhendo as roupas para provarmos, Mell começou a falar.
- Você tem falado muito com Loggan, né safadinha? – Mellany começou a dar risadas.
- Loggan me beijou ontem quando voltávamos da escola.
- O que?! – Ela praticamente gritou, e parou de mexer nas roupas.
- Sim, na frente da minha casa!
- Ai Meu Deus! Você é muito sortuda, guria! – Disse voltando a olhar as roupas – Mas e aí? Ele disse mais alguma coisa? Ele beija bem?
- Ele disse que eu sou diferente das que ele já ficou e sim, beija muito bem! – Nossa, era tão bom relembrar aquela cena!
- Ai, ai, ai! Vou enfartar aqui! – Rimos. Era bom estar com Mellany, não que ela tome o lugar de Anna e Lourenie, mas ela também é minha melhor amiga.
Escolhemos nossas roupas e fomos tomar um Milk Shake. Sentadas lá, conversando, passou um cara, que eu já havia visto no colégio, ele nos cumprimentou e vi que Mell ficou vermelha. Assim que ele saiu, já fui pedir explicações com ela.
- Quem é ele Mell? – Joguei um olhar sarcástico pra ela.
- Anh, Josh, ninguém em especial.
- Mell?
- Ai, ta! Eu to afim dele desde a sétima série quando ele me beijou no final do jogo de basquete dele. Ai Emma, ele é tão fofo!
- Bem gatinho ele. Mas porque você não me falou isso antes?
- Você não perguntou!
- Haha muito engraçado. Você sabe que pode contar tudo pra mim. Faço parte da sua turma agora.
- Eu sei que você faz parte da turma, és até mais minha melhor amiga do que eles. Mas eu não contei pra ninguém sobre isso, até agora a pouco.
- Porque não contou pra ninguém?
- Bom, na verdade eles sabem que eu fiquei com ele, mas não sabem que eu gosto dele. E por favor, eu gosto muito deles, mas não conta ta?
- É claro que eu não vou contar!
- Beleza. – Senti que, por mais confiante que ela parecia, estava um pouco tensa.
            Os pais de Mell vieram nos buscar no shopping as 23:00, me deixaram em casa. Fui para o banheiro tirar a maquiagem. Olhei-me no espelho e vi que incrivelmente não estava com vestígios de olheiras. Acho que foi o resultado de oito horas de tarde dormindo. Bom, só sei que eu estava energética. Depois de limpar a pele, tomei outro banho e fui entrar no meu twitter (já que Logg disse que havia me encontrado lá). Meu twitter era o mesmo, 500 e poucos seguidores, seguindo cento e poucos e 100 listeds. Fiquei umas 3 horas e depois fui deitar. Demorei um pouco até cair no sono. Sonhei com Loggan.
           





Capítulo 4

O resto da semana foi normal. Loggan vinha falar comigo às vezes, sentávamos juntos em algumas aulas e tínhamos conversas normais.
-Ei! Emm! Espera aí – Loggan gritou com sua linda, quente e sedutora voz no final da aula quando estávamos saindo do corredor.
Parei e fiquei esperando Loggan. – Qual é, qualquer guria esperaria por um cara como esse – Ele estava se aproximando de mim, e já podia sentir seu cheiro mega maravilhoso e envolvente.
- Ray foi almoçar com, anh, alguns amigos, então vou almoçar num restaurante perto da sua casa, eu estava pensando então, se eu poderia acompanhar você até sua casa. – Eu achei meio estranho porque nunca tinha visto Loggan e Ray com outras pessoas.
- Sem problemas, até porque meus pais não virão me buscar hoje, então o jeito é ir a pé mesmo, e uma companhia seria ótima!
Ficamos calados por um bom tempo durante o longo caminho, mas Loggan quebrou o silêncio dando uma risada. Olhei para ele sem entender do que ele estava rindo.
- Foi mal Emm, é que hahahahhahaha me lembrei de uma coisa que aconteceu esses dias atrás e... – Passamos por uma casa totalmente esquisita, que mais parecia coisa de filme de terror e vi que Loggan ficou olhando. Mas não era um olhar tipo de medo, era um olhar distante e sombrio.
- Você está bem Logg?
- Estou, é que esse lugar... – Não continuou falando, apenas olhou para o chão e continuou andando. – Então – Disse mudando de assunto e humor – O que está achando da escola?
- São todos muito legais, não sinto mais tanta falta da outra escola como uma vez. – o que não era mentira. Estava adorando New Orleans High School.
- Que bom que está gostando e, claro, que todos também estão te adorando.
Não pude deixar de esconder o sorriso.
-Nossa Emm, você é tão diferente de todas as meninas daqui. Você é tão, anh, tão você! – Rimos – Onde você esteve a minha vida toda? – Loggan parou, virou para mim, colocou seus braços em volta do meu corpo, me puxou para si e ficou me olhando. Eu conseguia até sentir sua respiração junto a minha. Ficamos nos olhando por um tempo, e ele se afastou. – É melhor não nos demorarmos muito, Emm.
-Ah, anh. É.
Chegamos à frente da minha casa. Logg mexeu no meu cabelo e ficou apenas me olhando. Então suas palavras sedutoras entraram em mim, como, anh, sei lá.
- Emm, eu estava falando muito sério quando disse que você era totalmente diferente das outras. A cada dia que passa, eu sinto alguma coisa intensa por você. – Nossa, nunca esperaria isso dele. Tipo, eu sei que Logg é todo fofinho e tal, mas ele parece o tipo machão que não se revela fácil, é que faz tão pouco tempo que eu o conheço, que... Então Logg me beijou. Seu beijo foi como uma flecha cortando todos os músculos e atingindo meu coração. Seu beijo era delicado mas ao mesmo tempo sedutor e selvagem. Nosso quente beijo foi interrompido pelo grito de Wesley.
- Mãããããããñhe! A Emma tem namorado! Bate nela!
-Nossa, desculpa Emm, não pensei que isso fosse acontecer, desculpa mesmo. Não resisti e agora, anh, juro.
- Não, não tem problema Loggan. Sério, não se preocupe. – Menti. É claro que estaria totalmente ferrada, mas ele não precisava saber. – É melhor você ir – apertei os lábios – Agora, tenho que falar para minha mãe que o meu irmão estava mentindo – demos risadas.
- É claro – disse ele sorrindo - Tchau Emm, te vejo amanhã. – E me deu um beijo na testa.
Entrei em casa, eu já sabia o que estava por vim: minha mãe me dando uma bronca por causa do beijo, e logo começando a falar de sexo e blá blá blá. Vi que não tinha ninguém na sala, então tentei (sem sucesso) subir as escadas despercebida.
- Aí mãe, aí está ela – Ai que nojo, só de ouvi a voz fofoqueira de Wesley já me dava vontade de descer na porrada com esse menino. Virei-me.
-Emma, querida, com quem estava lá fora? – Disse minha mãe com um sorriso simpático no rosto.
- Um amigo, mãe. Só um amigo.
- Mentirosa, eu vi quando ele te beijou. Eu vi! Você ta mentindo, feiosa.
- Em primeiro lugar: cala a boca, Wesley. Em segundo: você não tem que ficar xeretando minha vida, e muito menos opinar nela. A vida é minha e eu faço que eu queira. Em terceiro: Mãe, ele só me deu um beijo de despedida, você tinha que ficar feliz por eu fazer novas amizades. Não precisa ficar se preocupando com meninos, mãe. Meu único pensamento agora é a escola.
- Minha filha, eu fico feliz por você se preocupar com a escola, e eu não estou te impedindo de você sair com garotos. Só quero que se proteja, e que saiba certo com quem terá relações, e como relações eu falo amizade e sexo.
- Ah mãe, para né. Além disso, você não está falando coisa com coisa. – Subi as escadas correndo. Eu sabia como isso acabaria se eu não saísse de lá.
Entrei no meu quarto, bati a porta. Abri a minha bolsa e peguei meu celular. O telefone chamou três vezes quando Anna atendeu.
-Oi Emma! Que saudades menina! Você está bem? Como são as coisas aí? Ah, tenho tanta coisa pra falar!
-Oi Anna – Nossa, que saudade dela – Também estou com muita saudade sua! Sim, estou bem. As coisas aqui são legais e estranhas ao mesmo. E aí?
- Que bom! Aqui as coisas não são as mesma sem você, é claro. Mas eu e a Lo estamos tentando, sem conseguir, levar as coisas adiante. Meu, o Bryan ta muito estranho, amiga. Ele ta morrendo sem você aqui. – Senti como sua voz estava tensa, mas continuou já mais feliz – Mas foi melhor pra você vocês terem terminado, porque, me conta, muitos gatos?
- Na verdade tem um sim! – senti que ela deu um gemido de felicidade, mas antes que ela pudesse falar qualquer coisa, eu continuei – Ele é perfeito, Anna!
- Ai que bom meu amor! Sério, to muito feliz por você. Viu, tenho que desligar to atrasada pra dança. Mas eu te ligo assim que eu voltar, pra você me contar tudo!
- Ta bom. Beijos
- Beijos, te amo Emma
- Também, Anna.
Guardei meu celular na bolsa, peguei meu mp4, coloquei os fones e deitei na minha cama e dormir ao som de Beyoncé. Antes de dormir, a única coisa que pensei foi: Ainda bem que hoje é sexta.

Capítulo 3

Mesmo de já ter visto ele, Loggan ainda me impressionava. Ele era realmente lindo. Tinha uma beleza diferente, encantadora e sedutora. Vi que ele também estava me olhando. Ah, merda. Eu devia estar com aquela cara de retardada que eu fico quando vejo coisas impressionantes, nesse caso, Loggan.
Ray continuou falando, mas eu juro que não sei sobre o que é. As poucas partes que eu peguei de suas falas, ele estava falando sobre como ele tinha se dado mal no ultimo ano.
- Loggan, essa é a Emma – Ray deu um olhar safado para Logg.
-Eu e a Emm nos conhecemos na diretoria, Ray.- Loggan disse sem tirar os olhos de mim – Vocês tem aula do que agora?
-Física.
-Ah, eu também. Vamos.
Durante o caminho ficamos calados, mas senti várias vezes os olhos de Loggan sobre mim. É claro que eu também o olhei algumas vezes. Ao chegarmos à sala, sentei perto de Ray mais na frente, e Loggan sentou mais no fundo da sala. O assunto era fácil, Filosofia da Física. Havia estuda isso em Boston. Então fiquei rabiscando meu caderno. Nem notei quando o sinal tocou, só quando uma menina começou a tagarelar.
- Meu Deus! Guria, você tem uma sorte! Todas as gurias dessa escola já deram em cima dele! Mas ele não ficou com muitas daqui. Mas, aaaaaaaah! Ele ficou a aula inteira te olhando e não é um simples olhar, é AQUELE olhar! Aaaaaaaah! Sorte!
-Anh, oi pra ti também. De quem você está falando? – Perguntei para a menina linda morena de olhos negros.
- Ah foi mal. Sou Mellany. E, to falando do Loggan. – Ela me deu um sorriso simpático.
- Loggan é legal – Disse olhando pra ele – Mas, não sou o tipo dele.
- Então porque ele ficou só olhando pra ti?
-Talvez você esteja enganada. – Olhei em volta da sala, e vi uma menina morena sentada duas carteiras na frente da minha. – Talvez ele estivesse olhando pra ela, sei la.
- Aham, senta lá. Ela é a guria mais vadia da escola, ela sim não é o tipo dele.
Falar de Loggan com outra guria era estranho, porque anh, eu notei que ele tem algo comigo, e também notei os olhares. Mas não tava afim de parecer uma vadia louca pelo cara mais lindo e popular da escola. Não no primeiro dia, pelo menos. Caraca, hoje é meu primeiro dia na escola e não foi totalmente um desastre como eu pensei que seria.
Fomos caminhando até o refeitório e Mellany só falava de Loggan. Sabe, apesar disso, ela é legal, da para ver em seus olhos que ela é uma pessoa confiável. Eu espero. O refeitório era amplo e bem organizado, mesas e cadeiras eram claras e as decorações também, o que deixava o ambiente calmo e leve. Fomos ao Buffet, eu não estava com fome. Mesmo. Então só peguei uma maçã e um suco. Sentamos literalmente no meio do salão. Então chegaram mais 3 pessoas a nossa mesa.
- Gente, essa é Emma Louise. A garota nova. Emma, esses são Garnett, Manson e Jeny.
- Oi – eu disse meio sem graça, mesmo eles parecendo simpáticos. Eles retribuíram meu ‘oi’ e sentaram conosco na mesa. Durante o lanche, eles conversaram sobre vários assuntos, o que fez eu me distrair. O resto da manhã se passou normal, não vi mais Loggan nem Ray.
Fiquei esperando com Wesley e Jonathan nossos pais chegarem. Então, vi Logg parado em frente a sua BMW preta. Nossa, ele dever ser muito bem de vida, porque a maioria dos carros daqui eram camionetes e carros mais simples. Mas o dele se destacava. O Accord dos meus pais estacionou rompendo meus pensamentos.
- Meus amores! – Disse minha mãe dando um beijo em nossas testas – Como foi o primeiro dia de aula?
- Legal mãe! Sabia que o Wesley caiu no refeitório? – Jonathan deu um soco de leve no braço de Wesley e começou a rir.
- E você Emma, como foi seu dia?
- Hmm, legal também. São todos muito, anh, simpáticos. – Era verdade, não sei porque estava tensa.
O que na verdade não era tão surpreendente assim.

Capítulo 2

A New Orleans High School lembra-me muito a minha antiga escola. As paredes altas com cor de tijolo. Tem uma porta alta principal. Meus pais estacionaram o carro á uns 5 metros da frente. Desci e entrei pela porta principal. A escola era muito bonita por dentro, um corredor largo e extenso se prolongava em minha frente. E em cada lado tinha umas 10 portas. Segui para a diretoria. Atrás do balcão, uma jovem mulher com uma aparência simpática sorriu para mim. Retribui o sorriso. Chegando mais perto, olhei para o crachá. Que estava com o nome Janine.
-Bom dia! Você deve ser Emma Louise. – Perguntou ela – Eu sou a Secretária Janine, prazer Emma. Bom, eu vou pedir que aguarde um pouco até eu entregar seus documentos da antiga escola para o diretor, aguarde um momento, querida.
- Está bem – Disse. Assim que ela saiu, entrou um rapaz pela porta. Não pude deixar de reparar nele. Era alto, moreno e olhos verdes. Muito lindo, poxa! Ele veio e sentou-se ao meu lado. Quase morri.
- Oi – Eu já tinha estado com outros caras lindos, mas como ele, nunca! Meu Deus, que chuchu.
- Oi – respondi meio envergonhada. Eu sabia que eu devia estar um pimentão de tão vermelha.
- Você deve ser Emma, sim, ninguém parou de falar um minuto sequer em você.
- Fala sério! Vocês nunca tiveram uma colega nova? – Dei risada.
- Claro que já tivemos, mas nenhuma tão linda como você.
OMG! Não acredito que disse isso! Ele me acha bonita!?!?!
- Mas vocês nem sabiam como eu era.
- Isso é o que você pensa. O Ray pegou uma foto sua na diretoria, seu nome e outras coisas e achou seu twitter e viu que você é realmente linda.
- Meu twitter? – Agora sim eu ri, que carinha hein. – Faz um ano que eu não entro nisso. Eu estava meio ocupada com as provas.
- E aposto que quando o Ray vir você vai enlouquecer. – Continuou.
MeuDeus. O que um cara lindo como esse ia querer com uma sem brilho como eu?
-Anh, acho que não sei seu nome. – Patética. Eu realmente era patética de mais. Mas não sabia mais o que falar.
-Ah, é mesmo, foi mal. Sou Loggan. Mas pode me chamar de Logg. Ou não.
Dei risada. Fofo.
- Ok, Logg.
-Ei, relaxa. Eu estou vendo que está um pouco nervosa. Escola nova. Amigos novos. Professores novos. Tudo novo. Eu sei como que é isso. Mas aqui todo mundo é muito legal, você vai gostar daqui Emm.
Óóóóúuuunw Ele me deu um novo apelido. Fofo.
Então a Secretária Janine saiu da sala do diretor e fez um gesto para eu entrar, dizendo pra aguardar que o diretor já estava à caminho. Entrei. Nossa, me surpreendi. A sala era incrivelmente bonita. Era pequena, mas a mobília era muito chique e preenchia quase tudo. Sentei em uma das cadeiras mega confortáveis. Lembrei da minha outra escola, as coisas lá não eram como aqui. Lá na a outra escola, a primeira coisa que se via quando entrava na sala do diretor era o enorme furo no armário causado por um aluno. Sim, tenso. Nunca vou me esquecer do dia que foi feito aquele furo, meu namorado e eu entramos na sala para falar com o diretor, porém, já havia alguém lá: Johane. Johane sempre foi meio retardado mas o que ele fez não teve sentindo. Ao entrarmos, o diretor mandou aguardar nas cadeiras à esquerda da mesa dele. Sentamos lá e ouvimos a conversa dos dois.
- Johane, você não pode jogar comida no vaso sanitário e depois jogar nos seus colegas. É a segunda atitude assim que você teve hoje. Pare com isso, não sei o que fazer mais com você. Chamar seus pais não adianta suspensão também não estou pensando seriamente optar a expulsão.
- Diretor Frank, eu tenho uma explicação...
- Nenhuma explicação, até mesmo a mais sensata pode esclarecer seu comportamentos nos últimos meses. Aguarde um pouco até que eu atenda esses dois alunos. 
Ao sentarmos nas cadeiras na frente da mesa, eu olhei para o lado e o que eu vi? O retardado do Johane se retorcendo em uma das cadeiras. Meu Deus. Quando o diretor Frank olhou para ele, Johane se jogou de cabeça contra o armário relíquia do diretor. OMG! O diretor foi correndo ajudar o aluno que estava com a cabeça sangrando. Ligou para alguém vir ajudar ele. Apesar de tudo e de não demonstrar, era sim, uma situação engraçada. Ao meu lado, Bryan soltou uma risada e me disse que essa era a cena mais engraçada que ele havia presenciado em todos os seus anos nessa escola, eu o repreendi. Apesar de tudo, todos sabiam que Johane não era normal. Mesmo. Ele tinha uma doença que o deixava assim. No fim, tinha pena dele.
-Emma, desculpa a demora. – o diretor Camm saiu de outra sala (que por vista era de reunião) e cortou minhas memórias. – Tive que resolver alguns problemas. Então Emma, olhei seus documentos escolares, vi que você é muito inteligente, 9,5 em física, 10 em matemática... – disse olhando para meu boletim do trimestre passado. – creio que acompanhará muito bem os outros alunos, agora, estão estudando coisas novas, talvez você tenha estudado ou não, mas qualquer coisa pode falar com um professor ou até mesmo comigo. E... – Continuou a falar sobre minhas notas e afins por longos 10min até dizer que poderia ir para a sala de aula. Acompanhou-me até a porta da sala de Geografia e falou para o professor que eu era a aluna nova. O professor me entregou a tabela com os horários. Depois de geografia teria física. Legal. Sim, eu sou uma nerd. Sei lá, sou uma adolescente como qualquer outra e ainda consigo me dar muito bem na aula. Entrei na sala. Olhei para achar alguma carteira vazia, a única era uma perto da parede e ao lado de uma guria que não transmitia simpatia nenhuma, e atrás, uma outra guria, já com o rosto mais simpático e sorridente, á frente, um carinha lindinho que parecia ser legal. Sentei, então, nesse lugar.
A aula passou mais rápido do que eu pensava. Assim que o sinal tocou, o menino da minha frente virou-se. Ele era muito bonito. Tinha o cabelo estilo “modinha” e olhos castanhos e aparentava ser alto.
- Oi Emma! Nossa, você é mais linda pessoalmente. Sou Ray.
            - Oi Ray. – Ele parecia ser tão simpático.
            - Deixa eu ver seu próximo horário – pegou a folha da minha mão, e continuou – Física. Eca. Odeio. Mas é a minha próxima também. Vem, eu te mostro aonde é.
            Andamos pelo corredor extenso, ele começou a falar coisas, mas eu não prestei atenção. Foi quando eu o vi.