Acordei era 11:30. Ótimo. Eu tava virando uma vadia. Fiquei deitada mais um pouco e ouvi a campainha tocar. Que ótimo. Quem seria a essa hora? Fiquei de pijama mesmo, só coloquei meu hobbie por cima e desci. Quando cheguei lá não acreditei quem era. Podia sentir as lágrimas se formando.
- Ai meu Deus! Eu não acredito! Anna, Lo! – Corri dar um abraço nas minhas melhores amigas. Desde que eu vim morar aqui Nova Orleans, há um mês, eu não havia visto mais elas. Lourenie e Anna eram minhas amigas desde o maternal. Nunca havia ficado tanto tempo sem ver elas. Senti uma lágrima escorrendo pelo meu rosto. Limpei-a. As duas me deram um abraço caloroso e familiar.
- Nossa E. Que saudades! – Lourenie disse limpando também suas lágrimas.
- É, a propósito, ontem eu disse que ia ligar mais depois, mas como fiquei sabendo que meu pai ia vir pra cá, achei melhor nem ligar e nem contar nada, tipo uma surpresa. – Anna piscou para mim.
- A melhor surpresa desde que eu vim morar aqui. Venham meninas, vamos lá ao meu quarto. – Subimos correndo as escadas. Pelo jeito, ia faltar tempo para contar tudo o que estava acontecendo. Tanto elas quanto eu. Bati a porta.
- E. Temos tanta coisa pra falar! Mas vamos começar com as principais, você quer saber primeiro do Bryan, do gatinho que se mudou pra Boston ou a que eu acho que mais vai interessar você: o descobrimento do caso da roupa de Boston Wearing?
-OMG! Do Bry... Não, da roupa! Conta!
- Ta, então, desde que vocês foram embora de Boston – Lo começou a contar – Madric assumiu a gerência. O diretor Camm lá achou que tava tudo a mil maravilhas, pelo que Madric falava, ela conseguiu quitar todas as dividas e tal. Mas, quando o chefe foi olhar os negócios da empresa...
- A Madric tava fazendo mais dívida que nunca. – Anna continuou – Muitas empresas já estavam começando a processar a Boston Wearing. E um dia, pegaram ela falando com um cara que era o suposto amante dela, que ela armou tudo aquela história da roupa sumida só para o seu pai se despedido, já que ele ia ser promovido à gerente superior. Ou o “segundo dono da empresa”, como preferir.
- Pera aí – interrompi – meu pai ia ser promovido à gerente superior? E só a Madric sabia? Como isso?
- “Cê” sabe né, Madric tinha acesso a tudo no escritório, e como toda mulher, era enxerida e ouviu o diretor Camm falando sobre isso. A promoção ia ocorrer daqui dois meses, quando a empresa faria 30 anos.
- E o melhor de tudo: Quando ele descobriu a façanha da Madric, ele resolveu que ia chamar seu pai de volta! – Lourenie deu um gritinho de felicidade.
- O que? Chamar meu pai, anh, de volta? – eu não sabia se estava feliz ou triste. É claro que eu sentia falta de Boston. Mas eu já estava me acostumando com Nova Orleans, tinha os meus amigos, Loggan, ai meu Deus, Loggan. Como iria deixar ele? Calma Emma, você nem sabe se vocês vão voltar para Boston. A metade de mim quer ir, e outra (que creio que seja a maior) não quer.
- O que foi E.? Você não parece feliz. – Anna pediu.
- É, é claro que eu estou feliz. – gaguejei. Ah idiota. Eu sou uma idiota. O que eu estou fazendo? Tipo, eu reclamei tanto para sair de Boston e agora não quero voltar?
- Não é o que parece. – Disse Lo, mas já estava mudando de humor quando disse: - Mas e agora quer saber do Bryan? – Ela me lançou um olhar pervertido.
- Claro! Conta tudo!
- Então, desde que você saiu de lá...
Lo falou por uns 10min. Mas não consegui prestar atenção nos detalhes. Caramba, eu tava muito preocupada em sair daqui. Não queria. À medida que ela falava, eu percebia que meu lugar é aqui. Não em Boston. Claro que eu amaria morar de novo perto de Lourenie e Anna, mas a gente poderia continuar se vendo. Tipo, elas praticamente atravessaram o país pra me ver, Boston e Nova Orleans ficam muito distantes, mas mesmo assim. Não quero de verdade ter que deixar Loggan. Cara, eu me apeguei a ele. Mesmo não estando namorando com ele nem nada, a gente ficou, eu me apaixonei. Agora é como se eu estivesse ligada a ele. É estranho. Mas enfim, de tudo o que ela falou que eu não prestei muita atenção, eu conseguir pegar que: O Bry tava muito mal, faltou um mês inteiro de aula, (nossa!) saiu do time de futebol – que era a maior paixão dele – que anda deprimido. Caramba, não pensei que eu poderia causar isso no Bry. Tipo, ele é todo durão, machão, fortão, gostosão e agora ta assim, deprimido por causa de uma guria – que sou eu - enfim, não dava pra acreditar nisso.
- Eu vou é ligar pra ele, meninas – falei contra minha vontade – ele tem que viver a vida dele. Ele não pode ficar se deprimindo por uma coisa que já acabou. Eu o amava, e ainda amo. Mas minha vida está andando, a dele tem que prosseguir também, sem mim. E a única coisa que eu posso fazer para ajudar é ligar pra ele e falar isso. Até porque eu estou de rolo já.
- O que?! – As duas gritaram juntas.
- É aquele cara que você me disse por telefone, E.? – Anna disse toda feliz.
- É sim – então contei toda a minha história com Loggan para elas. Detalhes por detalhes.
- Ai que fofo! Eu queria ter alguém assim pra mim – Lo disse se jogando na minha cama.
- Mas a gente não ta juntos, ainda. – Demos risadas.
A tarde passou muito rápido. Era bom estar com elas. E tudo que é bom dura pouco. Mais de noitinha o pai de Anna passou de taxi pegar elas e irem pra Boston. A despedida foi mais triste do que a primeira. E como sempre, eu chorei. Agora eu estaria novamente um país de distância delas.
Deitei no meu quarto e adormeci. Acordei e fui me arrumar para a festa que começaria as 23:30.
Tomei um banho, fiz hidratação no meu cabelo, no rosto. Coloquei meu lindo vestido rosa bordô. Olhei-me no espelho, eu realmente estava linda. Maquiei-me. Fiquei me olhando novamente por um tempo no espelho. Meus cabelos negros longos que já estavam na cintura estavam lisos, prendi uma flor da mesma cor do vestido neles. Coloquei um cinto e um tamanco pretos. Passei meu perfume Eternity e fui para baixo. Anna chegou com a turma. Não sei por que, mas eu estava nervosa para festa.
Entrei no carro e fomos para a festa.
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