quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Capítulo 2

A New Orleans High School lembra-me muito a minha antiga escola. As paredes altas com cor de tijolo. Tem uma porta alta principal. Meus pais estacionaram o carro á uns 5 metros da frente. Desci e entrei pela porta principal. A escola era muito bonita por dentro, um corredor largo e extenso se prolongava em minha frente. E em cada lado tinha umas 10 portas. Segui para a diretoria. Atrás do balcão, uma jovem mulher com uma aparência simpática sorriu para mim. Retribui o sorriso. Chegando mais perto, olhei para o crachá. Que estava com o nome Janine.
-Bom dia! Você deve ser Emma Louise. – Perguntou ela – Eu sou a Secretária Janine, prazer Emma. Bom, eu vou pedir que aguarde um pouco até eu entregar seus documentos da antiga escola para o diretor, aguarde um momento, querida.
- Está bem – Disse. Assim que ela saiu, entrou um rapaz pela porta. Não pude deixar de reparar nele. Era alto, moreno e olhos verdes. Muito lindo, poxa! Ele veio e sentou-se ao meu lado. Quase morri.
- Oi – Eu já tinha estado com outros caras lindos, mas como ele, nunca! Meu Deus, que chuchu.
- Oi – respondi meio envergonhada. Eu sabia que eu devia estar um pimentão de tão vermelha.
- Você deve ser Emma, sim, ninguém parou de falar um minuto sequer em você.
- Fala sério! Vocês nunca tiveram uma colega nova? – Dei risada.
- Claro que já tivemos, mas nenhuma tão linda como você.
OMG! Não acredito que disse isso! Ele me acha bonita!?!?!
- Mas vocês nem sabiam como eu era.
- Isso é o que você pensa. O Ray pegou uma foto sua na diretoria, seu nome e outras coisas e achou seu twitter e viu que você é realmente linda.
- Meu twitter? – Agora sim eu ri, que carinha hein. – Faz um ano que eu não entro nisso. Eu estava meio ocupada com as provas.
- E aposto que quando o Ray vir você vai enlouquecer. – Continuou.
MeuDeus. O que um cara lindo como esse ia querer com uma sem brilho como eu?
-Anh, acho que não sei seu nome. – Patética. Eu realmente era patética de mais. Mas não sabia mais o que falar.
-Ah, é mesmo, foi mal. Sou Loggan. Mas pode me chamar de Logg. Ou não.
Dei risada. Fofo.
- Ok, Logg.
-Ei, relaxa. Eu estou vendo que está um pouco nervosa. Escola nova. Amigos novos. Professores novos. Tudo novo. Eu sei como que é isso. Mas aqui todo mundo é muito legal, você vai gostar daqui Emm.
Óóóóúuuunw Ele me deu um novo apelido. Fofo.
Então a Secretária Janine saiu da sala do diretor e fez um gesto para eu entrar, dizendo pra aguardar que o diretor já estava à caminho. Entrei. Nossa, me surpreendi. A sala era incrivelmente bonita. Era pequena, mas a mobília era muito chique e preenchia quase tudo. Sentei em uma das cadeiras mega confortáveis. Lembrei da minha outra escola, as coisas lá não eram como aqui. Lá na a outra escola, a primeira coisa que se via quando entrava na sala do diretor era o enorme furo no armário causado por um aluno. Sim, tenso. Nunca vou me esquecer do dia que foi feito aquele furo, meu namorado e eu entramos na sala para falar com o diretor, porém, já havia alguém lá: Johane. Johane sempre foi meio retardado mas o que ele fez não teve sentindo. Ao entrarmos, o diretor mandou aguardar nas cadeiras à esquerda da mesa dele. Sentamos lá e ouvimos a conversa dos dois.
- Johane, você não pode jogar comida no vaso sanitário e depois jogar nos seus colegas. É a segunda atitude assim que você teve hoje. Pare com isso, não sei o que fazer mais com você. Chamar seus pais não adianta suspensão também não estou pensando seriamente optar a expulsão.
- Diretor Frank, eu tenho uma explicação...
- Nenhuma explicação, até mesmo a mais sensata pode esclarecer seu comportamentos nos últimos meses. Aguarde um pouco até que eu atenda esses dois alunos. 
Ao sentarmos nas cadeiras na frente da mesa, eu olhei para o lado e o que eu vi? O retardado do Johane se retorcendo em uma das cadeiras. Meu Deus. Quando o diretor Frank olhou para ele, Johane se jogou de cabeça contra o armário relíquia do diretor. OMG! O diretor foi correndo ajudar o aluno que estava com a cabeça sangrando. Ligou para alguém vir ajudar ele. Apesar de tudo e de não demonstrar, era sim, uma situação engraçada. Ao meu lado, Bryan soltou uma risada e me disse que essa era a cena mais engraçada que ele havia presenciado em todos os seus anos nessa escola, eu o repreendi. Apesar de tudo, todos sabiam que Johane não era normal. Mesmo. Ele tinha uma doença que o deixava assim. No fim, tinha pena dele.
-Emma, desculpa a demora. – o diretor Camm saiu de outra sala (que por vista era de reunião) e cortou minhas memórias. – Tive que resolver alguns problemas. Então Emma, olhei seus documentos escolares, vi que você é muito inteligente, 9,5 em física, 10 em matemática... – disse olhando para meu boletim do trimestre passado. – creio que acompanhará muito bem os outros alunos, agora, estão estudando coisas novas, talvez você tenha estudado ou não, mas qualquer coisa pode falar com um professor ou até mesmo comigo. E... – Continuou a falar sobre minhas notas e afins por longos 10min até dizer que poderia ir para a sala de aula. Acompanhou-me até a porta da sala de Geografia e falou para o professor que eu era a aluna nova. O professor me entregou a tabela com os horários. Depois de geografia teria física. Legal. Sim, eu sou uma nerd. Sei lá, sou uma adolescente como qualquer outra e ainda consigo me dar muito bem na aula. Entrei na sala. Olhei para achar alguma carteira vazia, a única era uma perto da parede e ao lado de uma guria que não transmitia simpatia nenhuma, e atrás, uma outra guria, já com o rosto mais simpático e sorridente, á frente, um carinha lindinho que parecia ser legal. Sentei, então, nesse lugar.
A aula passou mais rápido do que eu pensava. Assim que o sinal tocou, o menino da minha frente virou-se. Ele era muito bonito. Tinha o cabelo estilo “modinha” e olhos castanhos e aparentava ser alto.
- Oi Emma! Nossa, você é mais linda pessoalmente. Sou Ray.
            - Oi Ray. – Ele parecia ser tão simpático.
            - Deixa eu ver seu próximo horário – pegou a folha da minha mão, e continuou – Física. Eca. Odeio. Mas é a minha próxima também. Vem, eu te mostro aonde é.
            Andamos pelo corredor extenso, ele começou a falar coisas, mas eu não prestei atenção. Foi quando eu o vi.
  

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