quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Capítulo 19

Já estávamos chegando na minha casa. Tudo  que passou estava parecendo um sonho. Eu sabia que quando eu entrasse, eu ia tipo morrer de tanto sermão que eu ia levar.
- Tem certeza? Eu posso entrar contigo se você quiser... – Loggan estacionou sua BMW na frente da garagem da minha casa.
- Ah, você pode. Se quiser ser enterrado vivo...
- Por mim tudo bem. – Aquele sorrisinho que eu tanto amava fazia parecer que tudo o que eu havia passado foi apenas um pesadelo.
- Loggan. – Olhei feio pra ele.
- Tá. Eu passo de pegar as 8 beleza?
- E você acha que eles vão deixar eu sair de novo com você? Eu provavelmente vou poder sair de novo depois dos meus 40 anos. E namorar depois dos 60.
- É justo. – Rimos. – Eu te amo, Emma.
- Eu te amo, Loggan.
 Respirei fundo. Abri a porta. Ouvi choros. Mas não vi ninguém.
- Mãe? Pai?
- Emma! – Os gritos vieram do segundo andar. Espera aí, é a Anna? O que...?
- Anna? Lourenie? Pai! Mãe! Jonathan! Wesley! – Gritei, correndo até eles. Nos abraçamos.
- O que vocês estão fazendo aqui? – Pedi para Anna e Lourenie. Minhas melhores amigas.
- Nós viemos fazer uma visita e ficamos sabendo que você tinha sumido.
Chamei minha mãe e meu pai para explicar tudo. Sentamos na sala. Todos. Antes de eu começar a falar eu ouvi poucas e boas. Mas não dei importância. Eu estava feliz em estar ali com eles. Meus pais, minhas melhores amigas e meus irmãos. Após os sermões, contei uma história que Loggan inventou. Que os pais deles estavam em Mississipi, disseram que o avô de Loggan tinha morrido. Fiquei lá com eles dando força. Acho que eles acreditaram.
- Sinto muito por Loggan. Mas você está de castigo. – Minha mãe tentava soar severa, mas não conseguia.
- Eu sei mãe, eu sei. – Fui até minha mãe e abracei-a.
Era bom estar em casa.





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