Já estávamos chegando na minha casa. Tudo que passou estava parecendo um sonho. Eu sabia que quando eu entrasse, eu ia tipo morrer de tanto sermão que eu ia levar.
- Tem certeza? Eu posso entrar contigo se você quiser... – Loggan estacionou sua BMW na frente da garagem da minha casa.
- Ah, você pode. Se quiser ser enterrado vivo...
- Por mim tudo bem. – Aquele sorrisinho que eu tanto amava fazia parecer que tudo o que eu havia passado foi apenas um pesadelo.
- Loggan. – Olhei feio pra ele.
- Tá. Eu passo de pegar as 8 beleza?
- E você acha que eles vão deixar eu sair de novo com você? Eu provavelmente vou poder sair de novo depois dos meus 40 anos. E namorar depois dos 60.
- É justo. – Rimos. – Eu te amo, Emma.
- Eu te amo, Loggan.
Respirei fundo. Abri a porta. Ouvi choros. Mas não vi ninguém.
- Mãe? Pai?
- Emma! – Os gritos vieram do segundo andar. Espera aí, é a Anna? O que...?
- Anna? Lourenie? Pai! Mãe! Jonathan! Wesley! – Gritei, correndo até eles. Nos abraçamos.
- O que vocês estão fazendo aqui? – Pedi para Anna e Lourenie. Minhas melhores amigas.
- Nós viemos fazer uma visita e ficamos sabendo que você tinha sumido.
Chamei minha mãe e meu pai para explicar tudo. Sentamos na sala. Todos. Antes de eu começar a falar eu ouvi poucas e boas. Mas não dei importância. Eu estava feliz em estar ali com eles. Meus pais, minhas melhores amigas e meus irmãos. Após os sermões, contei uma história que Loggan inventou. Que os pais deles estavam em Mississipi, disseram que o avô de Loggan tinha morrido. Fiquei lá com eles dando força. Acho que eles acreditaram.
- Sinto muito por Loggan. Mas você está de castigo. – Minha mãe tentava soar severa, mas não conseguia.
- Eu sei mãe, eu sei. – Fui até minha mãe e abracei-a.
Era bom estar em casa.
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