quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Capítulo 17

O resto da viagem foi tranqüilo. Quando chegamos à Turquia, pegamos um taxi e fomos para o Centro de Negócios Emek. O CNE é o edifício mais incrível que eu já vi. Quando entramos fomos direto para uma sala que atendia pelo nome de Travel & Business. Uma secretária nos atendeu e pediu para aguardarmos um pouco que o Dr. Meggan iria nos atender em poucos minutos.
- Loggan, não é meio esquisito? Tipo, seu avô morreu a centenas de anos, e o Dr. Meggan não suspeita de nada? – Pedi, estava meio nervosa. Eu estava na Turquia com um cara que nem é vivo e sem meus pais saberem.
- Ele sabe da maldição. De tudo.
- Mas como? Ele nem conheceu seu avô.
- Ele é meu tio, Emma. Ele também está dentro disso.
Calei. Eu não esperava por isso. Eles devem ter membros da família por toda parte do mundo! Antes que eu pudesse pedir sobre isso, a secretária pediu para entrarmos. Quando dei o primeiro passo para dentro, fiquei hipnotizada. Aquela sala era como um, sei lá, um quarto de rainha ou rei. Nunca havia visto coisa mais impressionante. Os móveis eram cor cappuccino, cadeiras de couro preto, decoração vermelha e um lustre de cristais.
Loggan foi até um homem alto, moreno, gordinho, que usava óculos. Apertaram as mãos e deram um breve abraço.
- É bom vê-lo novamente Loggan! Faz quanto tempo? – Perguntou enquanto abria uma garrafa de vinho – Uns 90 anos? – Abriu finalmente a garrafa e olhou para mim, que estava concentrada olhando a mobília.
            - Ah, tio, essa é minha namorada Emma. – Loggan me puxou para o seu lado e me abraçou.
            - Prazer Emma – O Dr. Meggan pegou e beijou minha mão.
            - O prazer é meu, Dr. Meggan.
            - Loren, me chame de Loren.
            - Ah, sim, é claro, Loren.
Loggan contou os acontecimentos e o plano para seu tio.
- É uma idéia brilhante. Você o acha usando os elementos. Que pelo visto ele está em Pequim. Depois de Pequim, usando uma isca você segue para As Montanhas e Rios de Guilin... – Antes de Loren pudesse terminar, Loggan interrompeu.
- É o lugar perfeito, tem água, terra, vento e, abaixo da água, fogo. Eu posso matá-lo com facilidade lá. Os elementos estarão ao meu favor, não ao dele.
-Interessante – Loren levantou e caminhou pela linda sala. - Mas, Loggan, quem seria a isca?
- Não vim aqui só para buscar documentos, tio.
- Você esta insinuando que seu tio é a isca perfeita? – Me intrometi.
- É claro. Tio, eu e você temos o mesmo DNA. Ele não me acha porque pode me ver ou me ouvir. Ele nem sabe da minha aparência. Mas ele conhece o meu sangue. E não sei se você lembra, mas eu e você somos os que mais têm o sangue parecido na família. – Loggan levantou-se e foi na frente do seu tio – Vai ser fácil você colocar roupas minhas e agir como eu para atrair ele para Guilin.
- E eu? Bom... – Eu já sabia o que ele vai dizer, e eu não queria. – Loggan, eu não vou ficar aqui.
- Emma, olhe. É mais seguro aqui. Não vou me arriscar perder você. – Ele me segurou pelo braço, assim que fui até eles.
- Eu não vou ficar aqui! Loggan, ele sabe que eu estou com você. Seria mais fácil eu ir com Loren como isca e...
- Não!
- Loggan, concordo com ela. Ele pode perceber que não está certo.
- Não! – Repetiu – Não vou arriscar. Você fica aqui e ponto.
- Loggan, você não manda em mim. Eu vou.
- Isso é burrice, Emma!
- Eu vou. – repeti, e ele se calou.
Loggan e Loren foram atrás dos documentos enquanto eu fiquei na sala de espera. Peguei meu celular que estava na bolsa. 14 ligações perdidas. Ótimo. 7 novas mensagens “Filha aonde vc ta?” “Pelo amor de Deus emm atenda esse telefone” “emm vamos ligar pra policia!”. Todas as outras era do mesmo tipo. Eu estava ferrada. Disquei o número da minha mãe.  Após um toque ela atendeu.
- Emma! Meu amor! Onde você está? Você devia estar em casa há 3 dias! – Era  reconfortante ouvir sua voz. Loggan havia dito para não fazer ligações, por isso fui breve.
- Mãe, escute. Eu não posso falar muito. Eu sei que vou ficar de castigo até o resto da vida, mas estou bem – Por enquanto. Pensei – Mãe, quando chegar em casa eu explico tudo, mas agora não dá. Estou com saudades. Te amo.
            -Emma, espere... – Apertei o botão. Eu não devia ter feito isso, mas foi preciso. Espero que eles não envolvessem a polícia nisso. Já pensou se eles rastrearem o número e ver que estou na Turquia quando devia estar em casa ou pelo menos em Mississpi? Ok, pelo menos minha mãe fica mais calma. Meu blá blá blá mental foi interrompido por Loggan e Loren que estavam entrando na sala.
- Tudo pronto? – Eles assentiram. Levantei e segui-los até o elevador. Loren apertou para o térreo. Ficamos em silêncio até chegarmos lá em baixo. Loren foi falar com a secretária enquanto eu e Loggan seguíamos para fora até ao carro do tipo de Loggan. Durante o silencio até o aeroporto fiquei pensando. Loren Meggan. Já ouvi esse nome. Pensa Emma. EU SEI!
- Loren! Você não é aquele ator que fez o filme “Cartas para o Além?” – Coloquei rapidamente a mãe na boca. Que merda, porque falei? Loren deu uma pequena olhadinha para trás.
- Bom... Faz um tempo esse filme... como você...?
- Meus avós. Eles me falavam desse filme! – Então passamos a falar do filme. Como se nada estivesse acontecendo.

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